Desenhos de Viagem 5

Por vezes também desenho na minha terra, quer em Penafiel, onde vivo, quer no Porto, onde estudei, quer em Leça da Palmeira onde nasci… mas não me sinto tão à vontades por terras “minhas” para o fazer! Faz-me lembrar os tempos de faculdade em que tínhamos de vir para as ruas do Porto desenhar e a miudagem andava em torno de nós a ver o que fazíamos.

Mas tenho alguns desenhos destas terras algures nos meus livrinhos! Aqui estão dois:

Porto 2010 – Rio Douro e ponte da Arrábida

Quatro pinceladas e sai uma perspetiva do Porto! Este desenho foi feito de cima da moto, na curva do rio Douro!

Porto 2010 – Torre dos Clérigos

Porto, num dia de sol e céu azul, em que apenas apetece ficar a apreciar o perfil de uma das cidades mais fascinantes que conheço…

Escócia 2011 – Glen Coe

Oh recanto de paraíso onde só me apetecia desenhar e pintar!

Alemanha 2011 – Trier

Trier uma das cidades mais antigas da Alemanha, a cidade natal de Karl Marx e cidade romana com a sua fantástica Porta Nigra que me pus a desenhar de cima da moto! Sé à segunda tentativa consegui ficar satisfeita com o “boneco”, não é fácil apanhar o geral da construção!

França 2010 – Arles

O “coliseu” de Arles, como eu lhe chamava, chamam-lhe Arena e é um anfiteatro romano extraordinário, quando se vem de baixo e depara com tal construção, no meio das casas! Fiquei ali a olhar para ela horas!

Escócia 2011 – Glen Coe

Deixava-me ficar ali, na berma da estrada a olhar a imensidão da paisagem e criava mundo no papel, quando a máquina fotográfica não conseguia transmitir-me o que eu sentia! Alguns desenhos que fiz ali são mais fantásticos que reais e eu gostei disso!

Escócia 2011 – Ilha de Skye

Ao fim do dia, finalmente, a tão famosa chuva que por lá se encontra com facilidade, ameaçou aparecer! A imensidão da paisagem esmagava a minha motita que parecia tão pequena e insignificante!

Desenhos de Viagem 4

Cucu!

Neste ultimo passeio “peninsuleiro” desta Páscoa de 2013, levei comigo 2 dos livrinhos que me têm acompanhado nas últimas viagens. Um é horizontal, com papel rugoso e espesso, o outro é vertical e já conhecido de outros desenhos que aqui publiquei!

No livrinho horizontal encontrei desenhos da Escócia!

Escócia 2011 – Stirling

Aqui está o castelo de Stirling, no topo do morro rochoso! Foi feito enquanto as pessoas andavam ali a fotografar-se umas às outras e a ouvir a história da Batalha de Stirling.

A seguir deixo-vos alguns desenhos e esboços rápidos deste ultimo passeio pela Galiza, o que quer dizer que são desenhos com menos de uma semana!

Galiza 2013 – Ourense

Quando estava sentada, resignadamente, numa esplanada protegida pelas típicas arcadas de Ourense, um passarinho veio abrigar-se da chuva, junto de mim!

Galiza 2013 – Santiago de Compostela

O desalento da chuva, que mantinha uma humidade no ar tal, que me embaciava a lente da máquina, impedindo-me de focar direito o que tentava fotografar! Puxei do caderninho e esbocei os topos da catedral, vistos das traseiras… Só me restava desenhar e foi o que fiz por ali. Coisas rápidas que me souberam a “vingança” da chuva que não me deixava!

Galiza 2013 – Santiago de Compostela

O Incensário pendular de Santiago sempre me fascinou! Desta vez não o pude ver por isso apanhei um “primo” numa montra, bem mais pequeno, mas muito bonito. Estava mesmo em frente a uma esplanada onde eu almocei, protegida pela chuva que não parou um segundo em todo o dia!

Astúrias2013 – Moanes

Os espigueiros das Astúrias são tão curiosos que desenho sempre vários quando lá passo! Desta vez o tempo estava húmido e ao passar a mão borrou um pouco, algumas linhas, mas não ficou mal de todo!

Astúrias 2013 – Moanes

Eu adoro aqueles espigueiros!

Gostaram? Um dia destes saem mais uns poucos!

Desenhos de viagem 3

Budapeste – Agosto de 2010

A famosa Ponte Széchenyi Lánchíd que liga Buda a Peste e é um dos principais símbolos da cidade! É central e está sempre cheia de trânsito! Tive de ir pousar a moto algures e vir a pé vê-la de mais perto. Dizem que Budapeste tem 10 pontes, mas esta é emblemática!

Berlim – Agosto de 2010

A Porta de Brandemburgo, (sec XVIII), fica numa zona interdita ao trânsito, ainda “furei” o sistema e fui até lá de moto, mas acabei por caminhar calmamente depois, para poder fazer pelo menos um desenho, para além das fotos. É imponente e a sensação é de se estar perto de uma personalidade histórica!

Bratislava – Agosto de 2010

Bratislava é uma capital bem pequena e pitoresca, cheia de estátuas pelas ruas que quase se confundem com os transeuntes. Não falta onde sentar e desenhar um pouco!

Pisa – Agosto de 2010

Só ao chegar lá e olhar para aquela torre entendi porque ela não cai! Para além dos esforços e dos métodos e materiais usados para a manterem de pé, ela não se limitou a inclinar! Ela torceu o seu corpo para um lado, o que ajuda a equilibrar um pouco o seu peso! Nascida para inclinar, já que a sua inclinação começou ao mesmo tempo que a sua construção! Fascinou-me!

Santiago de Compostela – Março de 2013

É sempre uma aventura fazer um desenho rápido, à chuva e de um monumento tão extraordinário como a catedral de Santiago! Ok, eu não estava à chuva, estava aninhada na arcada do Paço de Raxoi em frente, do outro lado da Praça do Obradoiro!
Havia peregrinos por toda a arcada e depois até um cãozito se veio aninhar junto de mim! Parecia o circo dos refugiados! É original desenhar assim! Depois a gente habitua-se e sai mais um com mais pormenor e depois outro! Fiz outros a caneta, mas agora vai este!

Escócia – Agosto de 2011

Encontrar o Castelo de Eilean Donan foi como estar perante uma personagem mítica da história, daquelas que a gente apenas vê fotos e imagina à distância de muitos séculos…. Desenha-lo de vários ângulos e em várias técnicas foi uma necessidade …

Inglaterra – Agosto de 2011

Em Durham, uma cidade de origem que quase se perde no tempo, com varias construções património da humanidade, a sua ponte medieval, the Elvet Bridge, encantou-me! Desenhei-a olhando para ela e para uma reprodução pintada que estava exposta num cavalete perto da mesa onde eu estava sentada!

Pensamentos de viagem…

Há uma sensação de limite que me acompanha,

que me faz querer ir a todo o lado quanto antes,

antes que esse limite seja alcançado e eu não possa mais ir!

Há uma sensação de impotência perante o tempo,

que me faz ter consciência do meu próprio limite,

quando eu não puder mais ir,

quando o meu corpo me pesar demais

para eu o poder carregar em cima da minha moto!

(Budapeste – 2010)