8. Escandinávia 2017 – França, passeando em redor…

Tínhamos um dia inteiro para explorar em redor, entre Limousin, Dordogne e Auvergne, regiões cheias de pequenos encantos para descobrir. Eu sempre me perco entre pequenas aldeias medievais e paisagens de rara beleza por ali, e sempre deixo tanto para ver a cada passagem!

Com as motos livres de bagagens é sempre mais fácil sair explorando, com espaço para guardar capacetes e blusões e caminhar um pouco aqui e ali!

Turenne fica pertinho dali, uma povoação medieval encantadora, no topo de um penhasco, com perspetivas que parecem ilustrações saídas de um livro de historinhas.

Impossível não nos encantarmos ao passear pelas ruas íngremes e estreitas, ladeadas de belas casas com torres e telhados de ardósia.

No topo fica o que resta do castelo que está na origem da povoação. Não, o Filipe não ficou lá preso, foi só olhar pelas grades!

E apetece passear por ali, fotografar tudo uma vez e outra, guardar na memória tão belo lugar!

Que bem ficavam as nossas motos estacionadas cá em baixo, que a França é um pais delicioso para se passear de moto, elas são aceites em todo o lado com simpatia!

E Turenne é tão encantadora vista por dentro como por fora, com o declive verde dos terrenos em redor a tornar o quadro encantador!

Há uns anos, numa passagem na zona eu visitei Collonges-la-Rouge, uma povoação que, tal como o nome indica, é vermelha, de origem que se perde em tempos medievais muito remotos. Eu sabia que ela era ali perto, por isso pus-me a inventar para ir até lá. Quando eu me ponho a inventar caminhos tendo a escolhe-los bem criativos!

E lá estava ela, toda em arenito vermelho, quase surrealista como eu me lembrava que era!

Tal como Turenne, Collonges é uma das mais belas aldeias de França e é fácil entender porquê!

E os recantos encantadores estão por todos os lados, às vezes com gente a tentar fazer conjunto! Eheheheh

A igreja, toda em pedra vermelha, tem um tímpano no portal de entrada em pedra branca e o pormenor sempre me fascina!

Não sou a pessoa mais religiosa do mundo, mas tenho o habito de pôr uma velinha de vez em quando, em algumas igrejas quando viajo.

Sim, apetece disparar fotos em todas as direções e mesmo assim não se captaria todo o encanto do local!

Mas a região está cheia de coisas bonitas, mais à frente fica Curemont, mais umas das mais belas aldeias de França, com castelos e torres entre ruas estreitas e casas em pedra amarela.

Voltamos a parar as motos e a caminhar por ali, como quem viaja no tempo para trás.

Há sempre uma serenidade nestas povoações que me atrai e fascina, como se o tempo passasse mais devagar e a calma se apoderasse de quem visita!

E quando o calor apertava já, parar numa esplanada e beber uma cerveja fresca até tem outro sabor, com a beleza e serenidade em redor!

Decidimos que teríamos de fazer um picnic algures, num local fresco, porque não iriamos perder muito tempo num restaurante com tanta coisa bonita para ver!

Arranjamos um recanto debaixo de uma ponte, com o rio a espreitar, que parecia que tinha ar condicionado no meio do calor tórrido que se se fazia sentir!

Selfie de comilões, com a top-case da GTR a fazer de dispensa/mesa/cozinha e, a completar o quadro, as motos ao fundo à espera, como os cãezinhos à porta do restaurante.

Seguimos para Tournemire. Definitivamente o dia foi dedicado a sítios de sonho e de contos de fadas!

Uma povoação era vermelha, outra amarela e Tournemire é essencialmente cinzenta!

A igreja é do século XII, por isso a origem da aldeia não é difícil de situar na história.

O château d’Anjon, que esteve na origem da importância da povoação está aberto a visitas, mas não seria desta vez que o visitaríamos, com o calor o que apetece é parar numa sombra e descansar!

Caminhar cansa mais quando está calor, claro!

Qualquer canto fresco é apetitoso, mas não uma casa de banho onde parece que só se cabe de pé, oh Filipe! eheheh

Estávamos num pedaço de mundo privilegiado e era isso que apetecia explorar ainda, antes de o sol se pôr!

E ainda havia uma ultima povoação de encantar: Salers

“Tinha decidido visitar Salers, desde que a minha amiga Sanchinha Pinto me falou dela. Hoje passeei-me finalmente pelas suas ruas encantadoras e o meu pensamento era sobre como ela é tão medieval! Tudo é tão bonito por ali, tão perfeito e deslumbrante!”
(in Passeando pela Vida – Facebook)

Salers está também no topo de uma colina, como é tão característico neste tipo de povoados de origem medieva. Uma forma de se defenderem mais facilmente em tempos menos seguros.

Mesmo com turistas passeando-se pelas ruelas, o ambiente mantinha a serenidade caraterística daqueles povoados.

A Église Saint-Mathieu estava fechada, claro, já era muito tarde para visitas e para missas! Uma mistura de estilo românico com gótico que só pude apreciar de fora.

Mas apreciar os exteriores era bastante compensador. Tão diferentes pedras em cada local que visitamos, como se tivéssemos andado muito quilómetros e mudado de região em região para ver tanta diversidade e, no entanto, era tudo tão perto!

E, como quando é verão e o tempo está bom parece que o dia nunca mais acaba, ainda fomos descobrindo outras belezas a caminho de “casa”.

Quando até o próprio caminho é inspirador não se perde a vontade de explorar!

Foi quando passamos em Argentat!

Havia restaurantes com esplanadas junto ao rio e a missão, de repente, foi procurar “Moules Frites” – mexilhões com batatas fritas – tão típicos e comuns por terras de França!

O sitio é tão inspirador mas, por estranho que pareça todas as esplanadas eram de gelados, hamburgers, crepes e pizzas! Como é possível num país com fama de boa cozinha só se encontrar porcarias estrangeiras para comer num sitio daqueles?

Uma paisagem e um ambiente inspirador para comer… comida de plástico?

Amuamos e fomos para casa cozinhar… sem Moules nem valia a pena ir gastar dinheiro para restaurantes…

Amanhã seguimos para Annecy

7. Escandinávia 2017 – de San Martín até Larche

30 de agosto de 2017

A sensação de acordar longe de casa, no inicio de uma viagem, é sempre tão gratificante, que a gente olha em redor e apetece sair à descoberta de tudo! O café da manhã sabe pela vida, como se fosse o melhor do mundo, porque parte do seu sabor tem origem no nosso ânimo apenas! Mas a verdade é que eu ainda iria sentir muita vez saudades do café de Espanha, quando o que há por todo o lado é fraco, caro e de mau sabor!

Conhecemos o casal que viajava na Crossrunner, eram espanhóis e estavam a dar uma volta bem mais pequena que as nossas.

Não havia sol no dia seguinte, o que conferiria à visita à pequena aldeia um toque de mistério que sempre me agrada. Andar para trás no tempo com nuvens inspiradoras em redor, pode ser muito interessante e naquele dia foi mesmo.

Estávamos num pequeno paraíso natural, junto ao Parque Natural Callados del Azón, onde eu já passei em tempos, descobrindo as pequenas histórias e lendas que o encantam, típicas de povos muito antigos.

Logo ali abaixo ficava a igreja, metade em mau estado e metade em ruinas. Uma pena porque tem ar de ter uma boa meia dúzia de séculos a merecer mais respeito e cuidado!

E as casas em redor são tão antigas como ela!

Mas o pequeno cemitério é que me prendeu a atenção! Os sítios abandonados sempre têm uma aura de encanto.

e aquele tinha ar de ter sido abandonado até pelos seus habitantes, a considerar para portinholas abertas!

Eu sei que posso ser uma seca quando me ponho a explorar, espera aí rapaz, que eu já vou!

E os montes eram a maior inspiração, com aquele céu deslumbrante que parecia tornar tudo pequeno abaixo de si!

E pusemos rodas ao caminho para seguirmos para França!

Fomos seguindo na direção de Irun, parando aqui e ali para tomar café e dar uma olhada a cada local. Sim, Filipe, quem me acompanha tem de esperar de vez em quando enquanto eu dou uma olhada em redor! 😀

E é claro, um céu de chumbo daqueles tinha de nos obrigar a vestir as tralhas da chuva!

Mesmo na porta de um supermercado com o povo a olhar para nós e o meu “a culpa é toda tua!” para animar! Afinal para que serve a companhia se não for para eu lhe pôr as culpas todas de tudo o que vai acontecendo?

Mas é tão bom estar de volta à estrada que a chuva pouco importa ou perturba e as paisagens são sempre espantosas, mesmo que milhares de vezes já trilhadas!

Eu já tinha estado em Mont-de-Marsan, mas as perspetivas com que olho são sempre diferentes e a cidade parece outra vista de outros ângulos. É bom voltar onde já estive e sentir coisas diferentes!

Há terras que nos aparecem no caminho e são mais bonitas de longe do que de perto, Tonneins, por exemplo, com as casas penduradas na margem do Garronne!

Claro que se não houver mais nada para fazer, a gente aproveita sempre para comer qualquer coisita!

Mas a França é linda em todos os seus caminhos e eu vou sempre espreitando e registando pormenores que me fascinam.

Claro que é preciso ter-se paciência para me acompanhar, mas é mais forte do que eu olhar e registar o que me encanta!

Então apareceu Monpazier no nosso caminho, como um dos “plus belle villages de France”. Confesso que quando vejo uma tabuleta daquelas sempre me apetece parar e explorar! O que vale é que o meu perseguidor já tem os mesmos instintos que eu e nem foi preciso convence-lo a parar.

E valeu a pena parar! Que terrinha mais lindinha!
Quando alguém comenta que um dia eu não terei mais nada para ver nesta Europa, eu sempre lembro cá para mim a quantidade de coisas novas que descubro a cada vez que passo nos mesmo sítios…

A cidadezinha faz-nos andar para trás até à sua origem medieval, com arcadas em redor da praça e portais lindos!

A considerar pelo movimento, não deve ser um grande destino turístico e ainda bem, pois o ambiente era sereno e agradável assim mesmo!

Ia haver um concerto na igreja de Saint-Dominique por isso não a pude ver por dentro. Por fora parece uma manta de retalhos, com o acumular de emendas e acrescentos, desde a sua fundação no século XIII.

Apetecia ficar ali até à hora de jantar, sentar numa esplanada e apreciar o entardecer, mas o nosso destino era mais à frente…

Momentos em que a minha moto é maior que a GTR!

E o sol pôs-se sobre o Dordogne…

Amanhã iremos explorar a zona e só depois seguiremos para leste…

6. Escandinávia 2017 – Atravessando a Espanha até San Martín

29 de julho de 2017

Eu sempre olho para o céu, ele sempre me inspira como se fosse mudando a cada passo do meu caminho e o ultimo pôr-do-sol em Portugal ficaria na minha memória por muitos dias…

Coincidências da minha motita, ao passar a fronteira para Espanha atingiu uma capicua interessante, daquelas que nunca posso deixar de registar e que durante toda a viagem seria a bitola que eu mantinha memorizada para calcular quantos quilómetros tinha feito. Afinal é muito mais fácil memorizar um numero destes do que os 44.237 registados ao sair de casa!

Atravessar a Espanha é sempre uma boa adaptação à viagem, nos primeiros quilómetros em que a gente ainda não sabe se é bom ou mau estar na estrada de novo, sobretudo porque está bastante calor e o sol atesta com força!

E, para quem se questiona porque não vou direta a França e paro sempre em Espanha… eu nunca faço muitos quilómetros nos primeiros dias de uma grande viagem!

Eu sei que a tendência é correr para o mais longe possível, para atravessar a Espanha de uma vez só e chegar rapidamente onde a novidade começa, mas a verdade é que é nos primeiros dias que o corpo se habitua à moto, à estrada e ao acumular de quilómetros, por isso não interessa para nada esgota-lo e depois esperar que os dias seguintes sejam de alegria na estrada, com o rabo pisado, a coluna meio torta e as mãos doridas, de se ter feito demasiados quilómetros no período de adaptação!

Mas isso é apenas a minha opinião e experiência, das muitas viagens e muitos milhares de quilómetros que já fiz por essa Europa fora…

Eu saí de casa depois de muitas voltas dadas, porque como sempre tudo parece acontecer em vésperas de eu partir, mas a mamã do Filipe Marques é uma querida e fez-nos um farnel para vários dias! Por isso era só escolher uma bela sombra para parar, com um café por perto para fornecer a “canha” geladinha, e pronto!

Vilagarcia de Campos apareceu no nosso caminho, com um castelinho na berma da estrada e a praça com tudo o que era preciso!
E, enquanto o rapaz se passeava pela praça ao sol namorando ao telemóvel, eu fui explorando o farnel e enchendo a barriga, que isto de andar de moto faz fome! 😉

O castelinho fica numa rota de castelos que pretendo explorar, mais dia menos dia, mas não naquele dia, em que tinha outros destinos em mente! Por isso eu vou voltar ali!

Eu sempre desenho os meus caminhos de forma a que não seja a maior seca percorre-los e, já que passaria ali perto, tinha de ir até Medina de Rioseco, uma terra histórica na história da Espanha.

E o seu centro histórico é tão pitoresco, com as arcadas com pilares de madeira a criar as perspetivas mais inspiradoras sobre as ruelas estreitas!

Uma coisa que me perguntam muitas vezes é se eu visitei a igreja tal ou este e aquele museu! Honestamente, eu visito muita coisa mas a minha concentração e resistência não me permitem fazer uma viagem tão extensa visitando tudo o que me aparece pela frente! Assim, se as igrejas estão abertas e são de visita gratuita, eu entro, senão olho por fora e sigo! Os museus… numa viagem posso visitar um ou dois, nunca mais! Eu não sou uma maquina de absorver toda a cultura de uma vez!

Ali na zona passa o Canal de Castilla, uma obra espantosa do Século XVII que tem mais de 200 quilómetros de extensão.

claro que eu não o queria ver pelo interesse da engenharia hidráulica empregue e sim pelas perspetivas que ele provoca ao visitante!

Não há mais nada em redor, para além do canal e da imensidão dos campos ondulantes de palha seca, mas esse contrate surreal sempre me apaixona, por isso fui seguindo à procura das perspetivas mais interessantes!

Aquela GTR teve de ter toda a paciência para me seguir na minha procura! eheheheh

Mas se a estrada é boa e a paisagem é inspiradora, nada custa!

E lá estava o ponto que eu procurava, em Ribas de Campos!

Onde as eclusas do Canal de Castilla estão por todos os lados, sobretudo aquela que é a mais espetacular.

E foi um momento refrescante no nosso caminho, com temperaturas a esturricar um pouco a mioleira!

Então entramos na província da Cantábria, onde dormiríamos naquela noite.

A Espanha tem estas coisas espantosas, num momento é tudo plano e quente, e no momento seguinte tudo muda, muda-se de paisagem, sobrem-se montes, a temperatura desce e é como se fosse outro país! Uma delicia!

San Martín é uma aldeia minúscula, daquelas que eu adoro, sem turistas aos magotes por todo o lado, onde a gente pode parar e estar em paz! E tem um albergue com perspetivas muito bonitas sobre um jardim bem cuidado e o monte lá ao fundo.

Um ambiente muito inspirador para relaxar.

Havia outra moto no local, uma Crossruner, as nossas meninas não dormiriam sozinhas aquela noite!

E o pátio era inspirador, para conversas ao anoitecer, com uma cerveja gelada a acompanhar…

… e românticos momentos de namoro ao telemóvel, claro! 😉

Amanhã seguiremos para França…

5. Escandinávia 2017 – O inicio de uma grande viagem…

Olá mundo!

Há algum tempo que eu não faço uma cronica, afinal escrever um livro não é a coisa a que mais estou habituada na vida e foi uma tarefa que me ocupou a mente e a vida por muito tempo! Mas quando uma viagem é extensa e marcante é importante regista-la, para que os momentos mais intensos e relembrados não façam desaparecer da mente as pequenas histórias e os pequenos encantos.

Por isso, depois de 3 anos volto a relembrar cada passo de um caminho que conclui apenas há, literalmente, meia dúzia de dias. Espero que quem me acompanhou desvende o que não mostrei nem contei, a cada linha que escreva e a cada foto que publique, e se realize um pouco, pois no fundo fizeram parte da viagem ao estarem comigo a cada ligação ao mundo que fui fazendo.

Ao contrario do habitual, decidi muito cedo onde iria e cedo tratei das reservas de dormidas. Os meus destinos eram caros, eu não sou rica e reservar tarde encareceria substancialmente a viagem. Efetivamente, pelo facto de fazer as reservas no inicio de fevereiro, consegui que o total pago não excedesse os 950 €, o que, sendo bastante acima do que costumo pagar noutros destinos, não ultrapassou o que eu poderia despender.

A bagagem este ano foi maior, tinha de contar com o frio e a chuva, e levar roupa para o calor e para o frio implica muita disciplina na escolha. Senti-me verdadeiramente chic ao levar pijama de calções e blusa e pijama de leggings e camisola! E que jeito me fizeram os dois!

No fim tinha de caber tudo na moto, não gosto de levar coisas amarradas no banco, fico sempre com a sensação de que alguém vai mexer, o vento vai levar, sei lá! Claro que no caminho acabo por ir prendendo lá atrás o fato de chuva e coisas que me vão incomodando nas malas, mas isso será mais para a frente, ao sair de casa tem de estar tudo dentro das malas!

O meu moçoilo não me conseguia apanhar quieta numa foto! 😀
Claro que eu não parto de animo leve, eu sei que vou ter saudades dele, que a cada vez que algo corra menos bem vou precisar do seu conforto, que terei saudades da sua voz, mas isso não é uma ancora ao meu lugar! Como dizia Saint-Exupéry, “não há longe nem distancia para aqueles que se amam”, ou então o mundo seria uma imensa prisão!

Uma ultima foto ao conta-quilómetros da minha moto, para que possa ir controlando os quilómetros feitos. Os meus planos e cálculos apontavam para perto dos 20.000km, o que poderia implicar ultrapassa-los e isso sempre me preocupa um bocado. É sabido que eu não gosto de fazer revisões fora, não gosto que me mexam na moto, e por isso os 20 mil quilómetros são aquela barreira que eu não gosto de ultrapassar… e a moto já levava 2.000km feitos..

Este ano, à semelhança do ano passado, o meu amigo Filipe Marques iria partir de férias na mesma altura que eu e, como é um tipo despreocupado, bem-disposto e boa companhia, voltou a acompanhar-me nos primeiros dias de viagem. Um dia eu disse que nunca mais ninguém viajaria comigo, depois de algumas más experiências com pessoas invasivas que não iriam a lado nenhum por conta própria, mas seguiram comigo tentando impor a sua vontade a vedetismo. Mas também já tive boas experiências, como quando a minha amiga Antónia me acompanhou até à Suíça e Itália, por isso nem sempre posso dizer não, quando quem me acompanha pode até enriquecer a viagem com bom humor e bom ambiente.

Claro que, certamente, verem um homem acompanhar-me deverá gerar as fantasias mais criativas que se possa imaginar, mas a verdade não deixa de ser verdade porque as pessoas se põem a fantasiar.

Então a primeira paragem foi em Bragança, para um ultimo repasto bem português e para que ele se juntasse a mim.

E seriam esta “peste” e a sua Kawasaki GTR a minha companhia nos próximos 9 dias.

Até amanhã em Espanha…