Passeando pelo Douro V

*
*

17 de Junho de 2012 – continuação

________________________________________

Chegamos à eclusa e chovia! É nestes momentos que um pequeno guarda-chuva fazia jeito para não molhar a lente da máquina, como não há põe-se a mão por cima!

Desta vez ficamos na frente com o “Seven”

e o “Dani Cati” ficaria lá atrás!

O ambiente torna-se sempre giro enquanto se espera que o “elevador” funcione!

À medida que aquilo vai descendo

A gente vai fazendo a festa, com champanhe ou cerveja, ou vinho ou o que houver!

Há sempre gente lá em cima a ver a “coisa” acontecer!

e a gente faz-lhes a vontade e desce, desce!

E brincamos com os vizinhos

Voltamos à cena do Madmax…

E siga para bingo que a festa por aqui acabou!

O tempo não estava nada de especial mas ninguém se importou com isso!

Quando há coisas interessantes para fazer, quem se importa com o tempo?

(ui, aquele leitão estava divinal!)

O tempo nublado tem o poder de criar nuances e tons curiosos nas águas e na natureza!

E sai mais uma aceleradela que o jogo não espera pela gente! O Filipe até pensava que estava em cima de uma prancha!

E Entre-os-Rios estava em festa!

Fomos dar uma olhada que eu nunca tinha visto a terra da água!

havia bombos e foguetes,

mas acho que recolheram tudo muito rapidamente pois o mau tempo chegou em alta velocidade!

Fugimos dali e era apenas uma nuvem mijona, pois mais à frente estava calmo!

O “Dani Cati” seguia-nos evitando saltitar demasiado com a nossa esteira

Há coisas muito bonitas na margem deste rio, abandonadas ou estragadas… uma pena…

Chegamos à marina e, de longe, eu já avistava a minha Magnifica, que me esperava toda contente!

Depois foi o pegar na motita (que sensação conduzi-la depois de “tanto” tempo!) e seguir para o Tomaz, na berma do rio, para assistir ao jogo em que Portugal passou às meias-finais!

Melhor que uma passeata destas? Era ser mais tempo, mais longe e levar a motita para explorar as terrinhas! Ok eu sei que isso seria um cruzeiro mas, à falta de melhor, vou continuando por terra até o Capitão Elísio se lembrar de voltar a convidar a gente para subir um rio qualquer!

FIM

Passeando pelo Douro IV

*
*

17 de Junho de 2012

________________________________________

O dia seguinte começou com a limpeza dos vestígios da noite anterior…

Mais um balde cheio de garrafas de champanhe, e outras, para o vidrão!…

O Rui é um funcionário da Nº1 muito eficiente e simpático!

Do outro lado do rio, passava o comboio, junto à estação de Aregos.

Ali pelo ancoradouro toda a gente se conhece e conhece o nosso Capitão. O mesmo senhor que nos trouxe o leitão tem um veleiro muito giro para fazer passeios no rio.

Do alpendre na Nº1 apreciava-se a paisagem matinal.

O Capitão estava contente e satisfeito!

O João chegava carregado de cerejas de Resende, ou não estivéssemos na terra delas!

E que lindas elas eram!

E voltamos a soltar amarras e a partir. Subiríamos ainda um pouco mais o rio.

As paisagens são deslumbrantes por ali acima!

O calor apertava lá para cima e o povo tratou de pôr as barriguinhas de fora!

Tudo parece muito maior visto cá de baixo!

Vimos as cuecas à Ponte da Ermida!

E chegamos a Porto Rei. Na encosta a “Casa Grande de Porto de Rei”, também chamada “Casa Grande”. Metade da casa pertence ao Dr. João Afonso de Melo Miranda Mendes (familiar da original proprietária) que a restaurou recentemente. A outra metade pertence a várias pessoas (estranhas à família) que parecem querer deixar cair a sua parte!

Uma pena que abandonem parte do edifício à sua sorte, pois ele é deslumbrante, dizem que por dentro ainda mais!

E paramos para comer!

Estava marcada, desde o dia anterior, uma cabidela para todos… ok, para todos os que gostam!

Os outros comeram febras e peixe do rio!

Pareciam miúdos a caminho do barco, todos satisfeitos de barriga cheia!

A vida é boa quando não se faz nada e tudo corre calmamente em nosso redor!

A Ângela brincava de Rose Bukater, do Titanic, mas virada ao contrário!

Para que os paparazzi fotografassem lá de cima da ponte!

A forma como um barco rompe a água é muito gira! Fartei-me de filmar e fotografar! Pode ser que um dia faça uma brincadeira gira com esse material!

E o povo ia animado lá em cima!

Voltei a escolher mais umas quantas casas para viver…

E o tempo punha-se negro!

E quando o tempo se põe negro, não há que hesitar, vem tudo para dentro e pronto!

Enquanto o Tónica se dedicava a apanhar o resto dos vidos de um copo partido no dia anterior, com os pés!

O Capitão aproveitou para dar uma aceleradela

E quase me descabelava o moçoilo, lá à frente, agarrado como uma carraça!

Sobreviveu!!!

E ainda por cima arranjou as almofadas que o vento da aceleração levantou! Competente, sim senhor!

Há gente que mesmo quando cresce parece sempre puto!

O Capitão tem duas pontes, uma externa e outra interna! Quando chove vem de armas e bagagens cá para baixo. Mas estou como ele diz, pilotar a Nº1 cá dentro é trabalho, não é diversão, senão olhe-se para o seu ar de condutor profissional!

A Nº1 vista de frente e de pertinho parece um grande carro!

Chegamos a Porto Antigo

e fomos exibir-nos para o povo das esplanadas junto ao ancoradouro! Eheheh

Toca de “rapar” de mais uma garrafa de champanhe e brindar mais um pouco!

O Capitão estava mortinho por desanuviar o espirito!

O que ele se fartou de fazer a festa e “vender” as suas sábias teorias!

A cada teoria…

uma macacada!

Foi um momento altamente, entre tantos outros tão altamente como este!

(continua para a eclusa que Portugal vai jogar e a gente quer ver!)

Passeando pelo Douro III

*
*

16 de Junho de 2012 – continuação

________________________________________

Seguimos pelo rio calmamente, de barriguinha cheia que mais se pode querer de melhor que apreciar a paisagem que passa ao nosso lado, com o solzinho a aconchegar o repouso a puxar para a “siesta”!

Passamos pelo sitio onde caiu a ponte de Entre-os Rios em 2001 e vimos o anjo de uma perspetiva completamente diferente…

(A queda da ponte)

A ponte nova!

Ou AS pontes novas! Não há fome que não dê em fartura e no lugar da que caiu, construíram-se 2 pois então!

Entretanto sai uma perspetiva do nosso barquinho, visto do “Seven” pela máquina do amigo Neves!

E eu ali, em pleno contraste com o branco do barco, a tirar as minhas fotos!

A paisagem merecia muitas fotos! Ali as vinhas são de vinho verde, delicioso nesta região, diga-se de passagem!

Os nossos companheiros de viagem puseram-se a andar lá para a frente, nós continuamos a passo de turista pelo rio acima!

A paisagem ficava mais selvagem, inabitada e linda!

O calor apertava e o champanhe voltou a sir fresquinho!

Quando chegamos à barragem do Carrapatelo.

De repente temos a sensação de que estamos a entrar numa grande garagem!

Muito grande mesmo!

As paredes são enormes e a gente tem a sensação de que é mesmo muito pequenina ali dentro!

A dada altura aquilo parecia uma cena do filme Madmax!

E a “porta” fechou-se e a gente começou a subir!

É curiosa a sensação de subir dentro de uma estrutura imensa em cima de todo um barco!

O povo deitava-se e deixava-se embalar!

Os vizinhos da frente punham música que ecoava por todo o lado e alegrava o ambiente, para nós e para quem estava lá em cima a apreciar o momento!

Num instante estávamos cá em cima a trocar taças de champanhe com o senhor “controlador dos portões”!

E seguimos mais um pouco rio acima

Um dia gostava de subir todo o Douro! As paisagens valem a pena!

Lá fomos fazendo cenas tipo Titanic para o barco do vizinho!

E eu não conseguia sair da frente do barco a apreciar as paisagens que se sucediam!

Voltei a escolher mais uma série de casas para viver… se me saísse o Euro milhões… se eu jogasse…

Um motard-aquático (será assim que se chama?) aproveitava a esteira do nosso barco para se divertir e dar uns saltos.

O nosso Capitão deu-lhe um pouco de divertimento com uma aceleradela, que ele agradeceu no fim! Simpático!

Nesta altura já navegávamos todos a par, o que é uma experiencia gira de apreciar!

Para logo a seguir desembarcarmos no ancoradouro de Caldas de Aregos.

Devo dizer que o nosso Capitão manobra e “estaciona” a Nº1 ainda melhor e com mais perícia do que a própria moto (a sua nº2)!

Os amigos dos barcos são como os amigos das motos, ajudam-se, convivem, fazem a festa, todos juntos e cheios de alegria!

Toda a gente é desenrascada!

E o Carlos também! Lá foi ele brincar mais um pouco com o barquinho de papel!

Nós preferimos o champanhe!

Entretanto vieram trazer o jantar! Não, não foi o Filipe, ele apenas posou para a foto!

O Carlos brincava de barquinho com a Paula, às voltas que até a máquina ficou tonta!

Depois comemos a sobremesa, cerejas de Resende ótimas! É, a gente às vezes faz as coisas ao contrário, primeiro a fruta e depois o leitão!

E lá deixamos as 3 beldades para irmos montar o ambiente de jantar numa esplanada, com direito a cerveja a metro e tudo!

Há fotos que me fazem ter, de repente, a ideia da minha dimensão! Puxa, como eu sou grande!

Os trinchadores oficiais trataram de partir e repartir os porquinhos enquanto a gente se refrescava com a cerveja!

Que bem que soube! No momento eu achei que não iria comer leitão nem beber cerveja durante muito tempo… mas agora ao ver as fotos… já ia!

Foi um jantar espetacular!

Com gente espetacular!

E os tais patos bravos que não saem da beira da gente estavam lá também!

Acho que os patos também gostam de leitão!

E fomos acabar a noite no “Seven” do amigo Neves.

Com direito a fogo e tudo!

Depois foi nanar que isto de andar de barco a beber mais champanhe ao quilómetro, do que ele bebe de combustível, cansa um bocado o corpo!

(continuará ainda…)