48 – Passeando até à Suiça 2012 – Estrasburgo e a bela catedral!

24 de Agosto de 2012

Estrasburgo é uma cidade adorável e que eu adoro!

Uma cidade que não me canso de visitar a cada vez que passo perto!

Uma cidade que conjuga o antigo e o moderno de forma encantadora, cheia de simbolismo, por ter sido por tanto tempo centro de discórdia e divisão entre dois países, é hoje símbolo da união entre os povos europeus, albergando em si a sede do parlamento europeu!

A sua catedral… bem, a Cathédrale Notre-Dame-de-Strasbourg é um monumento à beleza gótica, por muitos considerada a mais bela catedral do mundo!

Parece que fica ali, quase entalada entre os prédios, mas na realidade o seu espaço envolvente é amplo e cheio de vida durante todo o verão e animação em tempos frios de inverno.

A rua em frente, a Rue Mercière, é ladeada por lojas e cafés, com montras cheias de doces coloridos e dos famosos biscoitos de manteiga, com as mais variadas e coloridas decorações.

E ela lá está, imponente, vermelha e linda! Eu também a considero a mais bela que conheço…

Mas ela não é apenas espantosa por fora, lá dentro reside grande parte do seu espanto! Na realidade ela tem uma nave extraordinária com 64m de comprimento e 32 m de altura!

Dizem que foi inspirada na catedral de Saint-Denis, mas certamente apenas no interior, porque no exterior é muito mais bela que a dita catedral!

Foi construída entre 1240 e 1275 em estilo gótico francês puro. Impossível não se ficar em êxtase perante a dimensão e beleza da construção!

O órgão parece um joia gigantesca lá em cima! É verdadeiramente gótico, do séc. XIV, e surpreende pelas suas cores vivas e a sua decoração extraordinária!

Anda-se ali para trás e para a frente e todas as perspetivas são espantosas e sentimo-nos pequenos perante tamanha dimensão!

Ao lado do altar fica o Pilar dos Anjos com o Relógio Astronómico atrás. Naquele dia estava fechada a grade e não pude chegar perto!

O relógio gigante marca os anos bissextos, os equinócios, a hora solar, os meses do ano, os signos do zodíaco, os dias da semana, as fases da Lua, calcula as festas móveis e os eclipses da Lua e do Sol, exibe ainda um planetário de Copérnico e as horas são marcadas com grande precisão!

Os vitrais são espantosos!

E a rosácea extraordinária!

A fachada é considerada uma obra-prima do gótico e é magistralmente decorada com milhares de figuras em pormenores que lembram o filigrana!

Vitor Hugo refere-se a ela como uma “gigantesca e delicada maravilha”.

Até 1874 foi a edificação mais alta do mundo, com 142 metros de altura, sendo ultrapassada, nessa altura, pela catedral de Colonia que demorou 6 séculos a ser concluída.

Ainda não tive a coragem para subir lá acima… afinal são 326 degraus, como subir a mais de vinte andares! Só o farei um dia que fique o tempo suficiente na cidade para recuperar os músculos das pernas para poder voltar a conduzir! 😀

Em dias de céu limpo a catedral é visível ao longo das planícies da Alsácia e pode ser vista desde a Floresta Negra, do outro lado do Reno.

Na Place de la Cathédrale, ali ao lado, fica a maison Mammerzell, um dos edifícios medievais mais famosos e mais bem conservados da cidade. Um dia gostaria de dormir ali… mas a diária é caríssima para uma pessoa apenas! Terei de levar o meu moçoilo comigo, pois o preço para dois é quase o mesmo que para um! 😮

E a beleza arquitetónica continua por ali!

O centro histórico de Estrasburgo é como uma ilha cercada pelo rio Ill que torna tudo deslumbrante!

Depois segue-se por ruas “normais” que nos levam para fora daquele paraíso… custa-me sempre ir embora quando visito Estrasburgo!

(continua)

47 – Passeando até à Suiça 2012 – Colmar, Eguisheim e o amigo Miguel Bacalhau!

23 de Agosto de 2012 – o fim do dia…

Eu tinha ficado de, ao visitar Colmar, conhecer o meu amigo do Facebook Miguel Bacalhau, mas ainda bem que não tinha marcado o dia antes com ele, pois tinha pensado passar no dia anterior, quanto tudo aconteceu, desde tretas com a moto até tretas com a máquina fotográfica!

Assim combinei, finalmente, na noite anterior, entre a recuperação de fotos do cartão e o amuo de ter ficado sem gasolina para dar mais uma voltita, que estaria em Colmar ao fim da tarde! E assim foi! Depois de um dia cheio como um ovo, de coisas lindas e experiências fantásticas!

Ao chegar à cidade fui recebida pela Estátua da Liberdade em ponto pequeno. Uma curiosa homenagem da cidade a Frederic Auguste Bartholdi, o autor da escultura original, oferecida à América pelo governo francês em 1886. O artista nasceu em Colmar e a escultura comemora o centenário da sua morte!

Depois, como sempre que desconheço a organização de uma cidade, dirigi-me à catedral, pois é em torno dela que uma cidade se desenvolve, por isso é sempre por lá que começa o centro histórico!

A catedral é uma Collegiale consagrada a Saint Martin, ou o nosso São Martinho! É um belíssimo edifício em estilo gótico com alguns elementos românicos ainda, construído entre os séculos XII e XIV em grês amarelo.

Muito bonita no interior, cheia de vitrais extraordinários.

A pia batismal ocupa um lugar de destaque, no altar-mor! Coisa curiosa, dado que normalmente fica à entrada!

Toda a zona é encantadora, com as casinhas de travejamento exterior, as “maisons à colombages” medievais.

Seguindo o rio Lauch, quando ele é quase apenas um pequeno canal, passamos pelas ruinhas mais encantadoras e as casas mais bonitas.

E chegamos à Petite Venise, um quarteirão do paraíso, que deve o seu nome ao alinhamento de casinhas medievais pelas margens do rio.

Tudo parece perfeito e belo por ali!

Nem faltam as esplanadas na berma do rio, nem os barquinhos a passear!

Mas havia uma outra cidadezinha que eu queria visitar e teria de o fazer antes de me ir encontrar com o meu amigo ou não poderia visita-la mais nesta viagem! Por isso fui numa corrida até Eguisheim!

Uma das comunas mais bonitas que visitei na Route, cheia de pormenores e recantos encantadores!

E de gente também! Gente que passeava por aquelas ruinhas de encantar calmamente, como se fizesse parte delas!

Adoro aqueles traçados medievais extraordinários que resultam em ruelas com casinhas ao meio como a casinha da Rue du Rempart.

Casas que são quase tão estreitinhas como paredes!

Tirei mais um milhão de fotos e lá fui encontrar-me com o Miguel Bacalhau, junto à catedral de Colmar, e lá estava ele mais a sua “amante” (como ele lhe chama) a sua V-Strom!

Primeiro abancamos ali mesmo numa esplanada para uma cervejola e depois bora lá buscar as meninas!

E não é que a sua menina fez birra e não quis andar?! O que vale é que há sempre um amigo por perto, ou a passar, para ajudar, pois eu não tinha nem jeito nem força para empurrar a miúda!

E o amigo empurrou e a motita não pegou!

Então o amigo montou na sua própria moto e fez um “empurranço moto-moto”, coisa que eu nunca tinha visto, mas o certo é que funcionou!

Ora siga para casa para conhecer e jantar com a família Bacalhau!

Lá em casa esperava-me gente muito simpática! O amigo do meu amigo, o João, o feliz proprietário de uma Africa Twin!

Para acompanhar a conversa foram umas minis cá da nossa terra, geladinhas e inspiradoras, enquanto o amigo Miguel punha fim à cegueira parcial da minha Magnifica, que já vinha com um olho fechado há mais de uma semana! E que jeito que aquela nova luz me fez durante o resto da viagem!

Claro que nos pusemos na frente da motita, para a foto, para não se ver o grande estalo que ela levara na cara!

E a Sandra, a simpática esposa do Miguel, que fez um delicioso jantar para a gente, muito bem regado com uma garrafinha de vinho alentejano, Monte Velho!

Conversamos animadamente até às tantas, veio chuva e trovoada e a conversa continuou, até que por fim lá tive de ir embora e cheguei a casa, que ainda era em Estrasburgo, sem apanhar chuva!

E foi o fim do vigésimo quinto dia de viagem

46 – Passeando até à Suiça 2012 – Até Colmar!

23 de Agosto de 2012 – ainda continuação da continuação!

Sentia-me no meio de um dos percursos mais belos que fizera na minha vida e a sensação era que, visse o que visse, visitasse o que visitasse, teria de ali voltar de novo e voltar a catar tudo outra vez, um dia!

Desce-se o monte e engrena-se de novo na Route des Vins D’Alsace, para mais uns quilómetros de encanto e beleza, de aldeia em aldeia, com o château du Haut-Koenigsbourg ainda visível por muito tempo.

Logo à frente fica Saint-Hippolyte, mais uma terrinha que não planeara visitar mas que não foi perda de tempo faze-lo!

Deve o seu nome ao facto de os restos mortais do santo terem sido trazidos para ali por um abade, no séc. VIII, o que tornou o local destino de peregrinações.

Uma terrinha pequenina e simpática onde, claro, também se produz vinho!

Logo a seguir fica Bergheim, que eu queria visitar, porque sabia que era uma aldeia medieval encantadora! A sua Porte Haute é o primeiro testemunho da sua história!

Como outras comunas naquela rua, Bergheim é como uma perfeita ilustração de um livro de história, onde não faltam exemplares da época para testemunhar como era a vida há muitos séculos atrás!

Os recantos são pitorescos e convidam a ficar mais um pouco!

A igreja é imponente e bonita, do séc. XIV, cheia de elementos góticos!

Apetece sempre tirar mais uma foto e outra…

Depois veio Ribeauville, uma aldeiazinha medieval e cercada ainda, parcialmente, por muralhas, que eu fazia questão de visitar com cuidado, pois é encantadora!

Pousei a moto e fartei-me de passear pelas ruinhas deliciosas!

Um pequeno ribeiro atravessa o povoado proporcionando enquadramentos muito bonitos e inesperados!

As cores vivas das casas tornam-nas ainda mais espantosas!

E as ruinhas estreitas e bem cuidadas convidam mesmo a passear!

Comprei 2 pães deliciosos, com azeitonas por dentro e queijo por cima, e fui continuando o meu passeio muito mais bem acompanhada!

Achei curioso que ali o veículo do carteiro é próprio para circular naquelas ruelas estreitinhas, noutras localidades faz-se de moto, mas ali é de bicicleta!

Adorei a terrinha, quase me apeteceu ficar por lá!

Há um cuidado com o exterior, com o que as outras pessoas vêm, que faz com que todos os habitantes contribuam para a beleza das comunidades!

O que as torna muito interessantes e belas, quer para quem lá vive, quer para quem lá vai!

E lá está, no topo de um telhado, a base instalada para que as cegonhas façam o seu ninho!

E a “porta de saída” no outro estremo da aldeia, para continuarmos a Route!

Ali perto tentei visitar uma cave…

Há muito tempo que eu visitei uma cave de vinhos francesa e não foi naquele dia que voltei a visitar outra, estava fechada, apesar dos diversos cartazes a dizer que estava aberta a visitas!

Lá em cima, nas colinas perto da aldeia, existem ruinas de 3 castelos, que já foram muito importantes! Este é o de Saint-Ulrich.

Noutro ângulo os castelos de Sainte-Ulrich e Girsberg.

E um pouco mais à frente fica Riquewihr, uma cidadezinha medieval que fazia parte das mais bonitas que queria visitar!

Por muito que eu tenha pesquisado na internet, nada se compara com o que ali se vive e vê!

De repente estava tudo cheio de gente, o que dava para perceber o quanto a cidadezinha tem reputação europeia pela sua beleza e encanto!

Le Dolder era a entrada da cidade, construída no séc. XIII . A torre tinha um aspeto agressivo para o exterior, para impressionar os intrusos, e um aspeto simpático para o interior, quase de simples casa de habitação, que era, já o porteiro vivia nela!

Da porta, quando se olha para dentro, tem-se uma perspetiva simpática da cidade!

Logo ali fica uma simpática esplanada onde uma cervejinha fresca ajudou a retemperar energias para continuar a passear.

As pessoas bebiam copinhos de vinho da zona… que eu não tive coragem de pedir… cerveja é sempre mais inofensiva!

E anda-se por uns lados e por outros, entre encantos e belezas!

A animação pelas ruas era inspiradora e, pouco tempo depois, eu voltava a ter a sensação de remorsos por não gostar de gelados, pois apetecia algo assim fresco!

Os traçados medievais dos arruamentos sempre me fascinam!

As casinhas encantam e as fotos foram às centenas!

E acabei por me decidir a continuar para Colmar, a minha paragem seguinte!

(continuará ainda!)

45 – Passeando até à Suiça 2012 – o château du Haut-Koenigsbourg

23 de Agosto de 2012 – continuação

Há muito tempo que queria visitar o château du Haut-Koenigsbourg! A cada vez que passava em Estrasburgo e via brochuras de divulgação eu prometia a mim mesma “na próxima vez vou lá!”

Desta vez ele “atravessou-se” no meu caminho na Rota dos vinhos da Alsácia! Lá estava ele, rosado, imponente, fantástico, no topo do monte, que o torna visível a grande distância, por entre os vinhedos!

Um castelo com origem no séc. XII (aquando da formação da nossa própria nacionalidade), destruído e reconstruido, melhorado e acrescentado chega à ruina e abandono total até ser restaurado no princípio do séc. XX e hoje permanece cheio de esplendor! Vale a pena passar umas horas por ali!

O nome “Haut-Kœnigsbourg” resulta de uma adaptação do nome alemão “Hohkönigsburg” , que quer dizer “alto castelo do rei”

É um dos locais mais visitados da França e entende-se bem porquê, pois desde a primeira vez que vi uma imagem sua que o quis ver!

Um castelo que andou de mão em mão, entre franceses e alemães e acaba em ruinas e abandonado. Em 1901 começa o seu restauro que provoca ainda hoje alguma controvérsia.

Na realidade tudo aquilo já esteve em ruinas e há ainda quem defenda que em ruinas deveria ter permanecido.

Efetivamente restaurar não é reconstruir e tudo aquilo foi, afinal, reconstruido!

A obra foi entregue a um arquiteto que também era historiador, e há quem defenda que os seus estudos foram razoáveis e próximos das possibilidades medievais.

Provavelmente há por ali pormenores um pouco “demais” para a época, mas a verdade é que resulta muito interessante!

As torrezinhas/escada são lindíssimas! Mas consideradas um excesso decorativo para épocas medievais!

Os interiores são espetaculares!

A fama que o castelo tem, de ser visitado para caramba, concretizava-se aquando da minha visita! Foi curioso encontrar por ali tanta gente, depois de tanta estrada pela Route du Vin D’Alsace sem transito quase nenhum nas estradas!

A dada altura eu queria era subir ao topo e ver tudo o que pudesse lá de cima!

E tudo era deslumbrante! O castelo é impressionante visto de qualquer ângulo!

A planície do Reno pode ser vista até se perder no horizonte. Tudo aquilo é vinhedo!

Não conseguia parar de tirar fotos!

Sentia-me no topo de um dragão e fotografando o seu pescoço escamoso lá de cima!

Numa exposição patente no castelo podem-se ver algumas fotos do “antes e do depois” do restauro e pode-se também constatar do quanto foi reconstruido e não apenas restaurado!

Gostei muito de ver de perto o resultado do trabalho que ali foi feito, mesmo sendo eu avessa a intervenções muito profundas em edifícios arruinados!

O povo estava sempre a chegar, vindo não sei de onde já que só ali os encontrei!

Um dos pomos de discórdia sobre o restauro reside na construção de um moinho no topo de uma torre de forja de artilharia! Cá para nós o resultado é surpreendente e inesperado! E parece que o homem tinha razão e os seus estudos, por bizarros que resultem, não andaram muito longe da realidade perdida!

Outro desacordo esteve na torre quadrada dado que numa gravura de época ela aparece redonda. Mas hoje sabe-se, pelos alicerces, que o arquiteto estava certo, ela era mesmo quadrada!

E pronto, catei tudo o que pude e segui o meu caminho, apreciando o castelo que continuou visivel durante boa parte do caminho !

(continua)

44 – Passeando até à Suiça 2012 – La Route des Vins D’Alsace

23 de Agosto de 2012

Havia tanta coisa que eu queria ver na Alsácia que deixara, na minha planificação da viagem, tempo suficiente para ver no dia seguinte o que não pudesse ver no dia anterior… e ainda bem que o fiz porque, assim naquele dia, tinha todo o tempo para cobrir os pouco mais de 100km de estrada de vinhas e aldeias e percursos lindíssimos, até Colmar!

Tudo é lindo na Route du Vin D’Alsace! Não é preciso procurar muito nem fazer grandes estudos prévios pois basta apenas seguir a Route, muito bem sinalizada, e deixar-nos deslumbrar com o que aparecer no nosso caminho!

No entanto eu tinha feito o trabalho de casa, o que me facilitou a vida, pois sabia desde o início que eram muitas as aldeias a ver e sabia também quais as que mereciam uma visita mais cuidada e quais as que bastava ver de passagem! Este trabalho de casa é que me garantiu a possibilidade de ver tudo o que faltava num dia apenas!

Segui de Estrasburgo direta até ao ponto onde fora obrigada a parar no dia anterior!

E ali recomecei o meu caminho e a filinha de terrinhas e aldeiinhas que visitei foi longa, ora vejamos:

B. Mittelbergheim
C. Andlau
D. Itterswiller
E. Dambach-la-Ville
F. Châtenois
G. Château du Haut-Koenigsbourg
H. Saint-Hippolyte
I. Bergheim
J. Ribeauvillé
K. Hunawihr
L. Zellenbreg
M. Riquewihr
N. Colmar
O. Eguisheim

São curiosos os nomes das terras por ali, percebe-se facilmente que não têm nada a ver com nomes franceses! Na realidade por ali fala-se uma língua entre o francês e o alemão: o alsaciano.

Os nomes pouco franceses devem-se ao facto de aquela região ter andado de mão em mão, entre a Alemanha e a França, durante diversos períodos, alguns bem longos!

Naturalmente não poderei publicar imagens de todas estas localidades, não porque não mereçam ou porque não sejam encantadoras, mas porque nunca mais acabaria! Depois há coisas tão parecidas em cada uma delas que pareceria sempre a mesma! Mas vou tentar registar os pormenores mais encantadores e as aldeias mais bonitas, porque são deslumbrantes!

Ora lá estou eu, de manhã, prontinha para catar tudo o que não pudera catar no dia anterior! 😀

A primeira terrinha a seguir a Barr (visitada no dia anterior) foi Mittelbergheim, com as suas quintinhas de produção de vinho encantadoras!

Acho sempre curioso o que é diferente do que é nosso e as quintas são deliciosas. Não é por acaso que Mittelbergheim foi classificada como uma das aldeias mais bonitas do país!

Aliás, quase todas as aldeias na Route estão catalogadas e premiadas como sendo das mais belas de França e, à medida que vamos passando por elas, vamos entendendo porquê!

A natureza também tem os seus elementos únicos por ali! Fui apanhada de surpresa pela grande dimensão deste chorão!

O Salgueiro-Chorão era tão espantoso que tive de tirar uma foto com a minha motita a servir de escala! Assim percebe-se melhor a sua dimensão!

A seguir foi Andlau, mais uma aldeia de origem que se perde no tempo e na história, cheia de elementos bem antigos!

Não parei em todo o lado mas fui registando as terrinhas paralelas à estrada, lindas lá no meio das vinhas!

Itterswiller, logo à frente e as suas caves encantadoras onde apetecia entrar.

Dambach-la-Ville, não estava nos meus planos visitar, mas atravessei-a porque fica no caminho da Route!

É histórica, é medieval, é florida e é linda!

Valeu a pena lá passar!

As casinhas são deliciosas e bem conservadas e a vila está situada por entre o maior vinhedo a Alsácia, de quase 500 hectares!

A caminho de Châtenois os castelinhos na encosta dos montes, aliás a Alsácia conta com uma série de castelinhos, grandes castelos e fortes!

Châtenois é uma cidadezinha pequenina e encantadora que eu queria absolutamente visitar!

Tem origens e vestígios desde os celtas que convivem com construções medievais e renascentistas num conjunto muito bonito!

Como em quase todas as cidadezinhas e vilas por ali, anda-se pelas ruas encantando-nos com os edifícios com que cruzamos!

Até chegarmos à Eglise St Georges, construída no séc. XVII no lugar de uma igreja românica que deixou de herança a belíssima torre sineira!

Foi aquela torre que chamou a minha atenção e me fez ir a Châtenois! É deslumbrante!

Pertinho fica um dos recantos mais pitorescos e belos da cidade, a Tour des Sorcières (torre das bruxas), do séc. XV. O nome ficou-lhe por ter servido de prisão para as pessoas acusadas de bruxaria.

Curioso o pormenor do ninho de cegonha lá no topo, que deixa uma mancha branca por baixo de si. Encontram-se frequentemente ninhos no topo de casas daquelas aldeias. As casas têm mesmo o suporte para facilitar a construção dos ninhos!

Logo ao lado ficam as casinhas mais fofinhas da cidade! Tão bonitas que nem pareciam casas de habitação!

A seguir fica Kintzheim, mais uma vila curiosa com um castelinho na encosta, mas apenas a atravessei, pois o castelo que eu queria ver era outro, era mais à frente e era muito mais bonito!

(continua)