36. Passeando por caminhos Celtas – Uma corrida da Grã-Bretanha até à Bretanha!

26 de agosto de 2014

Não sei porquê mas, da primeira vez que fui passear para o Reino Unido foi o circular ao contrário o que me baralhou as ideias, de resto tudo foi de adaptação fácil, mas desta vez se o circular ao contrário não me perturbou nada, já as distâncias fizeram-me errar alguns cálculos! Por diversas vezes me esqueci que estava a trabalhar em milhas e por isso 400milhas queria na realidade dizer 640 e tal quilómetros, por exemplo! Ora eu naquele dia tinha 419 milhas pela frente, o que queria dizer quase 675km… e isso queria dizer também que, com a travessia, eu iria ficar sem tempo para catar o que quer que fosse até chegar à Bretanha, a ultima zona celta até chegar a Espanha!

Por outro lado com o tempo ranhoso e cinzento que se mantinha, certamente não perderia grande coisa! Por isso enchi-me de comida, no último pequeno-almoço britânico, composto de bacon, salada de tomate, ovos estrelados, feijoada, cogumelos frutas, sumo e chá, entre outras coisas que a senhora me foi trazendo depois, como pão, queijo e manteiga! A dada altura eu já achava que ela nunca pararia de me encher de comida e eu não pararia de comer!

“you have to eat, you’re too skinny and the motorbike is too big!”

Eu adoro quando me chamam magrinha, sobretudo quando estou gordinha como nunca estive antes!

“I’m skinny?” eheheh

Eu podia habituar-me a ter tal tratamento todos os dias de manhã!

O mar estava bravo e o céu quase assustador lá fora! Equipei-me para a guerra com o tempo e fiz-me ao caminho!

Não valeria a pena parar em lado nenhum com um tempo tão feio, deixei para trás Margate e a sua Clock Tower …

E segui para Dover para atravessar o canal!

Havia já bastantes carros em diversas filas, para o embarque,mas não se avistava qualquer moto!

Os guardas daquilo tudo foram tão simpáticos comigo que me fizeram entrar no barco bem antes de começarem a mandar entrar os carros! Tão queridos, não me quiseram deixar ali à chuva e eu pude ver o porão completamente vazio!

Uma sensação curiosa! Ainda por cima quando do nada apareceu logo um senhor para amarrar a minha motita ao chão, como se de uma princesa se tratasse, com direito a tratamento VIP exclusivo!

E lá ficou ela toda catita, bem na frente do porão completamente vazio, pronta para ser a primeira a sair mal a enorme porta se abrisse!

O porão estava todo por conta dela…

E o barco todo por minha conta! Que sensação esquisita!

Escolhi o melhor lugar para mim, junto de uma janela que não estivesse muito suja e se visse vem para fora. E demorou quase uma eternidade até as pessoas começarem a entrar e outra eternidade até começar tudo a mover-se!

Não podia deixar de me sentir um pouco triste ao deixar o Reino, havia ainda tanta coisa que eu queria ver por ali e já tinha de me ir embora, ainda por cima com um tempo tão triste!

Barcos iam e barcos vinham, aquele canal é quase uma estrada de barcos que fazem a travessia a todo o momento!

A travessia não é muito longa nem demorada, pouco mais de uma hora, e eu estava de volta ao porão, para o encontrar repleto! Eu nem via mais a minha bonequinha, que estava completamente sozinha na frente de todos aqueles carros matulões e ameaçadores!

Mas ela tinha feito amizade com os vizinhos e ninguém lhe tinha feito qualquer mal!

O tempo tenebroso mantinha-se no lado de França, em Calais!

Ao contrário da última vez que conduzi pelo Reino Unido e voltei a entrar na França, não me custou nada voltar a conduzir pela direita. Mas, por via das dúvidas, há sinais a lembrar os mais distraídos para não se esquecerem de que lado da estrada devem circular!

Contornei o centro de Calais pelo lado do canal e segui por aquele lado mesmo, não valeria a pena explorar mais uma vez a cidade, pois já o fizera aquando da minha última travessia em 2011. E encontrei a église Notre-Dame de Calais!

L’église Notre-Dame de Calais, uma igreja construída entre o séc. XIV e XVI, é completamente diferente de todas as igrejas francesas, porque foi construída segundo o estilo Tudor inglês. Ali se casou Charles de Gaulle em 1921, mas o que me despertou o interesse foi o seu interior visivelmente degradado.

Questionei-me sobre o que se teria passado ali, para que o órgão estivesse espalhado às peças, ao longo da nave lateral direita e eu nem conseguisse descobrir onde ele devia estar. Não era um restauro o que lhe estavam a fazer, portanto! Perguntei a uma senhora que se aproximou de mim, atraída pelo meu interesse pelo edifício… a resposta chocou-me! A igreja estava mutilada desde os violentos bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial e estava a ser ainda recuperada aos poucos… Eu não esperava que o passado estivesse ainda tão presente…

E havia peças de pedra amontoadas nos cantos, e havia buracos nas paredes, onde antes deviam encaixar as bigas de suporte do coro…

E toda a construção prometia estar em trabalhos de restauro por muito tempo ainda…

Aquele era de certa forma o prelúdio de um passeio pelos vestígios da 2ª Guerra mundial, ao longo da Normandia, que eu iria começar no dia seguinte…

A igreja fica numa porção de terra quase completamente rodeada de água, embora fique plenamente em terra. Um canal cerca quase completamente o pedaço de chão naquele ponto.

E ao longe eu via a torre vermelha do Hôtel de Ville de Calais.

“O Hôtel de Ville de Calais é uma construção lindíssima! Dá-se umas voltas pela cidade sem se encontrar o edifício da câmara, que normalmente está junto do centro, e vamos encontra-lo mais além, sem que se perceba porquê! Então a história conta tudo como foi, na realidade no final do séc. XIX duas terras foram fundidas, Calais e Saint-Pierre, e a câmara foi então construída numa zona deserta entre as duas populações! Num estilo que conjuga o estilo renascentista francês e o estilo Tudor inglês, ela surpreende e encanta, para lá de um jardim cuidado onde só peca o estacionamento que não permite uma visão totalmente limpa do conjunto!”

(on Passeando pela vida – a página)

E lá estava a Torre!

“Um pormenor de construção que sempre me fascina são as torres! Torres de castelos, igrejas ou casas levam-me em sonhos de infância, histórias de encantar, filmes fantásticos. E nunca me deixam indiferente! Torres de sonhos, de arquitetura arrojada, de história de épocas em que a vida de uma construção passava pelo seu encanto exterior, decorativo e romântico. Sempre olho para cada torre como quem olha para uma obra de arte lá no topo, onde só quem é atento toma atenção… um pormenor que é, afinal, a “raça” de um edifício!”

(in Passeando pela vida – a página)

O tempo estava a melhorar e eu tinha mais de 600 km pela frente! Que belo dia para apreciar estrada atrás de estrada, com nuvens inspiradoras que mudavam de forma e tom a cada quilómetro.

Quando percorro grandes distâncias, conduzindo seguido, tenho a sensação de que estou a atravessar o mundo, vicio-me no ato de conduzir e vou apenas apreciando a paisagem que muda a cada quilómetro, como quem olha para um documentário.

Naquele caminho imaginava que paisagens estavam para lá do que via… eu sabia que do meu lado direito começaria a passar a zona da batalha da Normandia e por ali fora as praias do desembarque…
Eu já estivera ali e agora voltava para reviver tudo de novo, amanhã, depois de uma bela noite de sono!

E foi o fim do 29º dia de viagem…

35. Passeando por caminhos Celtas – Margate… uma cronica de desenhos…

25 de agosto de 2014

O dia estava uma tristeza tão grande que me apeteceu voltar para a cama, assim que pus o olho na janela! Estava mesmo a ver que aquele seria o dia mais curto daquela viagem, se chovesse daquela maneira por todo o sul do país.

E assim seria, pude vê-lo na televisão ao pequeno-almoço.

A chuva nunca me perturba em tempo de trabalho, basta vestir o fato de chuva e sair e tudo está bem! Mas em viagem é ruim! A sensação de que estou a perder a oportunidade de ver mais um pouco faz-me ficar mesmo triste…

“O tempo está uma bosta tão grande que nem dá para tirar a máquina do bolso! Ainda bem que aproveitei os últimos dias de sol, uma coisa que esta vida de viagem me ensinou, nunca desperdiçar um solzinho contando que ele dure!
Mas que é uma chatice isso é, nada a fazer!
Já vi que os meus planos para catar o sul da ilha terão de ficar para outra vez, hoje so me resta correr até lá e esperar que o tempo melhore…”

Comecei a descer o país e… as coisas estavam cada vez mais tristes e deprimentes! Não valeria a pena ir a lado nenhum pois nada veria! Ainda passei no castelo de Kent, mas apenas entrei na propriedade e voltei a sair, sem nem sequer desmontar…

E fui para Margate… uma terra de praia que eu queria ver e onde dormiria naquela noite, antes de seguir para Dover e fazer a travessia.

Cheguei tão cedo ao hostel que temi que não me deixassem entrar. Eu acho que nunca cheguei tão cedo a um sítio para dormir, ainda nem eram 4.00 horas da tarde! Estava gelada, por fora e por dentro, só me apetecia ficar quieta no meu canto, e que esse canto não fosse na paragem de um autocarro qualquer!

E não foi!

No hostel a senhora recebeu-me cheia de carinho e preocupação! Levou-me até ao meu quarto, que era lindo e quente, e convidou-me a descer para um chá, assim que estivesse mais confortável. Ligou-me o aquecedor e trouxe-me mais toalhas pois eu tinha o cabelo molhado.

Eu adoro aquela gente!

Tomei um banho quente, outro naquele dia, e instalei-me. A máquina fotográfica estava tão húmida que a lente estava embaciada, por isso peguei num dos meus livrinhos e desenhei o meu quarto!

Com tanta humidade nem me apeteceu usar aguarelas, nem valia a pena pôr mais água na história!

Peguei no computador e desci, com vontade de desenhar o mundo! Sentia-me presa com tanta coisa bonita para ver lá fora!

A senhora era uma simpatía, acho que percebeu a minha frustração e encheu-me de mimos e comida. Estivemos no paleio por muito tempo, enquanto eu tomava um delicioso chá quente, acompanhado de uma série de coisas boas que ela me foi trazendo. Lembrei-me que, com toda aquela chuva, eu nem almoçara, logo aquele lanche veio mesmo a calhar!

Fui sarrabiscando um pouco o que me rodeava…

Até que o céu aliviou um pouco. Eu iria arriscar e sair um bocadinho, desenhar a rua, sei lá!
Não fui muito longe, saí a porta e atravessei para o outro lado, onde havia uma paragem. Um sítio ótimo para desenhar a fileira de casas onde ficava o hostel.

Desci depois a rua.
Levava a minha caneta de tinta à prova de água, não fosse a humidade borrar-me os desenhos. A caneta sépia borraria tudo facilmente com qualquer pinga que caísse, ou apenas com a humidade das mãos! E desenhei o cruzamento mais famoso la do lugar!

Mas foi “sol de pouca dura”, logo a seguir a chuva voltou com toda a força e eu fui a correr refugiar-me no “colinho” da minha benfeitora, que me deu um jantar decente e quente, e aquele dia ficou por ali… sem quase nada ver! Paciência!

E foi o fim do dia mais curto da viagem, o 28º… 😦

34. Passeando por caminhos Celtas – The Chelsea Football Club Stadium!…

24 de agosto de 2014 – continuando

Já que estava numa maré de futebol, peguei na moto e vim por ali abaixo. Aquele dia foi feito disso mesmo, de ir e vir sem nexo aparente, senão apenas uma sequência de sítios que fui decidindo ver, uns depois dos outros, sem qualquer planeamento prévio!

E o que eu tinha em mente ficava por trás de casas, hotéis e ruelas insuspeitas, bem no coração da cidade!

Eu tinha passado ali no dia anterior e todos os acessos às ruas residenciais estavam barrados com grades de metal. Percebi que havia jogo e a ideia devia ser impedir o estacionamento por todos os lados e recantos junto das casas de quem ali vive!

Mas isso fora no dia anterior, porque naquele dia, ninguém diria que estivera ali uma bagunça! Tudo estava calmo e não tive qualquer dificuldade em estacionar a moto, aliás o recinto é pequeno, rodeado por casas mas tem um parque para motos e bicicletas!

Havia motos escondidas atrás da casinhota das bicicletas, mas eu nunca gosto de esconder a minha motita! Gosto de a ver à primeira olhadela e que toda a gente a veja, assim tenho a certeza que ninguém lhe vai fazer cocegas na barriga sem o meu conhecimento!

E fui visitar mais um estádio! Um estádio de campeões!

Depois de visitar estádios como o Manchester e o Wembley, cheios de espaço envolvente e interior, o Chelsea fica apertado no meio da cidade!

Andei por ali a catar a redondeza pelos túneis de entrada para o campo que parecia não ter espaço para caber…

Mas há espaço para tudo! O museu, cheio de troféus e camisolas da equipa ao longo dos tempos, mas também de grandes nomes que ali passaram.

Até tive quem me tirasse uma foto ali no meio das vitrinas dos troféus!

E então apareceu o nosso guia, um senhor que contava tantas histórias sobre futebol, jogadores, visitantes, grandes campeonatos e troféus míticos! Muito interessante, numa visita cheia de interesse!

Também ali entraria em diversos momentos no campo, quer pela bancada que depois até ao relvado!

“Eu não podia passar sem ir ali!
O estádio é muito antigo, foi fundado no início do século XX e mantém muito do original. Precisava de crescer como espaço relvado e bancada, mas não tem como, pois está situado no meio da cidade, rodeado de habitações e comércio. Uma luta que vem travando para tentar expandir-se sem mudar de local, mas é muito difícil! Foi uma sensação entrar ali. O guia, um senhor com alguma idade, era excelente e, quando perguntou a nacionalidade de cada uma das pessoas que compunham o grupo de visita, parou em mim, quando eu disse que era portuguesa. Fez questão de me fazer sentar na cadeira do Mourinho, no espaço destinado aos técnicos. Foi muito bonita a visita a um estádio mítico que exibe uma camisola do Eusébio, nos balneários dos clubes visitantes, que ele deixou de uma das vezes que lá jogou. Foi uma sensação ouvir o guia explicar que ele foi um dos melhores jogadores de sempre. As pessoas olharam para mim, a única portuguesa presente…”

(in Passeando pela vida – a página)

E experimentei também sentar-me na mesa onde os técnicos e jogadores falam nas conferências de imprensa!

O guia contava histórias de cada jogador dono de cada camisola exposta nos balneários

A camisola do Eusébio…

Embora o estádio seja antigo e não possa ser remodelado quanto à dimensão e espaço, tem boas condições lá por dentro.

Então o guia dividiu o grupo de visitantes em 2 filas, estrangeiros para a esquerda, britânicos para a direita. Depois ligou a o som e nos entramos no campo ao som do barulho de um estádio cheio de adeptos num dia de grande jogo! Foi uma sensação forte, apenas serenada por uma visão das bancadas vazias.

Logo ali ficam os lugares da equipa técnica, o senhor não deixou ninguém sentar-se no 2º lugar, voltou-se para mim e disse-me que me sentasse eu ali, que aquele lugar era para mim!

Sentei-me. “Esse é o lugar do Mourinho!” explicou ele quando me sentei.

E a visão que o Mourinho tem sobre o relvado será parecida com esta, portanto!

Toda a gente se quis sentar nos lugares especiais dos técnicos.

Houve mesmo quem não quisesse sair de lá e nos deixasse à espera!

Uma última olhada para o campo que parece pequeno demais mas que alberga um grande clube!

Cá fora há Mourinho por todo o lado e até há um diploma com a assinatura dele para quem visita o campo. Já nem sei o que fiz ao meu, mas deve andar aqui por casa algures!

E acabou-se a minha aventura futebolística por esta viagem! Para quem não aprecia futebol até que me dediquei um bocado à exploração da coisa!

E a cidade tem tantos encantos que fui andando por ela, observando pormenores que me fascinaram. Não sou muito de esperar para ver render a guarda, ou ir ao palácio tal porque é o que se faz em Londres! Sou mais do ir andando e ir vendo, descobrindo a cidade!

E murais e pintura urbana sempre me agarram pelo coração!

Paredes e muros, placards e cercas metálicas, pareciam telas gigantes…

E o transito a completar o quadro, com os famosos táxis negros!

A caminho de um recanto mítico de Londres!

O Soho!

A zona tornou-se famosa pelo ambiente nocturno, com direito a sex shops e ambiente cinematográfico. Hoje é uma zona onde se passeia por ruas pitorescas e acolhedoras.

Não sei porquê, mas foi por ali que as pessoas mais olharam para mim! enquanto eu olhava para as paredes, para os enfeites suspensos, sentia a curiosidade das pessoas que olhavam para mim!

A zona é mesmo simpática e cheia de curiosidades, por isso pouco me ralei com que olhava!

Impossível não gostar de passear por ali!

Então deparei-me com uma casa que vendia coisas de comer que mais pareciam de decoração!

Eu sei que se fazem bolos com as mais diversas configurações e decorações, mas aquilo não pareciam mesmo nada bolos!

Eu diria uma casa de decoração, uma florista, daquelas que fazem decorações em flores!
Mas não, aquilo come-se tudo!

Cada rua tem a sua decoração ao estilo de recepção!

Algumas bem originais e com efeitos tridimensionais!

E perdi-me me mais uma loja de materiais de pintura, que os ingleses têm muita variedade e qualidade na área!

E fui jantar, mais uma vez, ao Ace Café, para não variar, que lá há boa cerveja, coisa não muito comum pela cidade!

Recantos do espaço, no primeiro andar!

A loja, ao lado do longo balcão onde se serve comidinha e boa cerveja.

Estavam a preparar uma exposição de carros e a multidão estava a cumular-se por todos os lados, até ao outro lado da rua.

Como eu não aprecio de todo coisas com 4 rodas, lá me fui embora!

No dia seguinte choveria, eu vi na televisão, por isso o que eu aproveitei naquele dia, não se repetiria no seguinte… até ao sul da ilha…

E foi o fim do 27 dia de viagem

33. Passeando por caminhos Celtas – The Wembley Stadium!…

24 de agosto de 2014

O prazer de nada fazer também se faz sentir em viagem, por isso é que eu vou deixando dias vazios no meu caminho para preencher com aquilo que eu quiser fazer no local. E aquele dia foi, literalmente, um dia para o que me deu na telha!

Um dos locais que eu queria ver era os estúdios de Abbey Road, desde a última vez que estive na cidade que deixei para outra vez… e ainda não foi desta que os visitei por dentro. Terá de ficar para a próxima, planeando direitinho e fazendo a marcação da visita antecipadamente.

Abbey Road, foi também o nome de um dos álbuns dos Beatles, gravado nos estúdios e, se estes já eram famosos tornaram-se então míticos pelo mundo inteiro!

Quando se passa ali durante o dia, percebe-se logo que estamos junto de um recanto famoso para caramba, cheio de chineses e turistas frenéticos que só querem ser fotografados perto!

As grades do pátio do edifício estão cobertas de inscrições, que me fizeram lembrar as inscrições do pátio da casa de Julieta em Verona! Uma loucura!

Há cartazes a pedir para não escreverem mas o povo é louco nestas coisas! Pus-me a apreciar a obra!

Não havia ninguém aquela hora da manhã por ali, por isso aproveitei para tirar uma ou dias fotos com a minha moto na passadeira mais famosa do mundo!

Esta passadeira foi considerada património britânico em 2010 e diariamente ali passam milhares de pessoas pelo momento mítico da foto do disco dos Beatles que se fizeram fotografar ai há 45 anos!

A minha motita esteve parada mesmo na porta dos estúdios! Numa próxima vez que lá volte, ficará estacionada dentro do pátio mesmo, enquanto eu visitar tudo por dentro, prometi-lho terei de cumprir!

Depois pus-me a curtir a condução pelas ruas pouco concorridas àquela hora da manhã, aproveitando que estava sol e era Domingo! Um belíssimo dia para se andar sem preocupações pela cidade e arredores! Boa, arredores! Wembley, I’m coming!

“Visitar o Wembley era um objectivo já antigo. O estádio mítico onde se realizaram concertos que ficaram para sempre na história, como Live Aid em 1985 e os nomes são muitos e grandes: Metallica, Coldplay, Green Day, George Michael, Foo Fighters, Madonna, Oasis, Take That, AC / DC, Nuse, ou os Bon Jovi. Sim, os eventos desportivos são míticos também, mas foi a música que me levou ali, ao maior estádio do Reino Unido, com capacidade para 90.000 pessoas… eu queria sentir a sensação de ali estar, conhecer a história, catar os recantos, mesmo não tendo podido lá ir no tempo o antigo, esse sim, o do Live Aid ele mesmo…”

(in Passeando pela vida – a página)

Lá estava ele! Dizem que aquele arco é visível a partir de toda a cidade!

Como a minha motita era pequenina junto daquele monstro de betão, metal e vidro!

Só para lhe dar a volta demorei um bom tempo! Porque é grande, porque a área de estacionamento é imensa e porque não conseguis simplesmente seguir em frente sem parara todo o momento para olhar para ele!

Estacionei algures junto das portas principais, onde os adeptos se separam por diverso níveis de entradas para se dirigirem aos seus lugares e fiz eu mesmo um percurso de entrada, embora solitário.

Claro que entrei pela porta principal, aquela que dá para o museu e exposição de troféus, claro!

A estátua de Bobby Moore à porta, um dos maiores jogadores de Inglaterra…

Linhas de mármore ou granito polido, separam as grandes lajes de cimentos, com gravações de todos os grandes eventos ali realizados, desde que o primeiro estádio foi edificado.

E lá estava ele…

Eu voltaria a entrar na bancada, mas a sensação de ver o campo logo, apanhou-me quase de surpresa! É enorme como prometido!

Não resisti quando alguém se ofereceu para me fotografar com o estádio de fundo!

Então perdi-me na galeria das fotos dos momentos míticos do estádio, com imagens do antigo estádio que foi inaugurado em 1923 e demolido em 2003, para ceder lugar ao novo Wembley!

ou da abertura dos Jogos Olímpicos de 1948.

A visita do Papa João Paulo II em 1982 com 70.000 pessoas presentes

ou o tributo a Nelson Mandela em 1990…

Mas também, e sobretudo, os concertos míticos que ali tiveram lugar como o Live Aid em 1985 para 70.000 pessoas,

Madonna, em 1990 actuando para 74.000 pessoas

Os U2, em 1993, o ano em que os vi, cá em Alvalade, pouco antes de eu partir para estudar na Suíça.

David Bowie, em 1987

Os Rolling Stones em 1982

Os Metallica em 2007

Os Coldplay em 2009

Pronto, ok, eu não vou mostrar aqui todas as imagens fantásticas que contam a história daquele estádio… mas foi muito por elas que eu lá fui…

E fui também para ver tudo, então chegamos à sala de conferência de imprensa e eu fui a primeira a ser convidada para a fotografia no lugar nos técnicos! Fixe!

Estávamos a descer até ao nível dos balneários onde nos espaços de cada jogador são colocadas camisolas de grandes jogadores que já ali jogarem!

Naturalmente aquilo tem tudo muito bom aspeto, afinal o estádio tem apenas 7 anos de uso, tudo é novo por ali!

E chegamos ao relvado! Ninguém o pode pisar! É perfeito e alto em relação ao solo onde estamos, como uma imenso altar verde!

E a sensação é que somos tão pequeninos!

Quando há concertos ali eles tapam o relvado com placas perfuradas e a relva cresce através delas, dando a sensação de que o relvado está desprotegido, pois de longe fica tudo verde.

Os 107 degraus que levam até à tribuna para entrega dos troféus! Já foram 39, no antigo estádio! O que os campeões têm de correr para chegar lá acima, apenas antecipa o momento de glória tornando-o mais duradouro!

E a grande taça (confesso que não sei qual é nem se é verdadeira) está ali para quem quiser ser fotografada junto, numa foto à venda à saída.

Esqueci-me de procurar a minha!

Na entrada, que também era saída, havia leões feitos dos mais diversos materiais!

Como um centro comercial, onde a gente vê uma exposição de leões, coisa banal! 😀

O leão da casa inspirador: Arrisque tudo!

Voltei ao mundo real ou pegar na moto de novo, fui deslizando pela rua sem saber ainda onde iria, quando passei do outro lado da via rápida do Ace Café!

Ainda havia tanta coisa que eu queria ver naquele dia!

(continua)

32. Passeando por caminhos Celtas – Londres!…

23 de agosto de 2014

Tirei o dia para ver Londres!
Melhor, para ver o que não tinha visto de Londres, porque a cada vez que ali passar terei sempre coisas novas para explorar.
Só assim uma cidade nunca perderá o interesse para mim… Eu não estava hospedada muito longe do centro, mas não poderia deixar a moto onde estava, tinha hora marcada para poder ficar estacionada, até às 8.00h da manhã. Por isso peguei nela e foi para o centro. As motos ainda são os veículos que mais facilmente podem circular pela cidade, todos os outros têm bastantes restrições.

Eu gosto muito de conduzir pela cidade, andar no meio do trânsito, mesmo que seja caótico. Gosto de ver como funciona a cidade, como se comportam as pessoas, como vestem, o que fazem pela manhã…

Era fim-de-semana, a cidade encher-se-ia de turistas e de gente a passear, porque quando está sol, não há inglês que se prese que não venha para a rua aproveitar o sol e o céu azul!

Naquele dia eu iria encontrar-me com um amigo do Facebook a viver em Londres no Ace Café, por isso passei por lá a ver se ainda sabia o caminho, não fosse à última da hora perder-me na noite e não dar com ele!

Entrei.

Não havia muita gente por lá, mas havia a gente suficiente para um ambiente simpático.

Quando saí, um casal observava atentamente a minha moto, conferia os autocolantes e apreciava-a de todos os ângulos. Eram galegos e fizeram-me uma festa! Fizemos uma festa todos a bem dizer! Eles entendiam muito bem o português, como galegos que eram, e ficaram muito felizes por descobrir que a moto era mesmo portuguesa e a condutora uma mulher!

Os presentes olhavam divertidos para nós os 3 sem entenderem a nossa conversa mas percebendo a nossa alegria. Aproveitei para tirar umas fotos com a moto em frente ao café, que das últimas vezes que lá estivera não conseguira por ser de noite!

Claro que não faltou quem me tirasse fotos a mim também junto da moto! Fantástico! Eu, que nunca fico nas fotos, ao menos que tenha uma foto junto da moto no Ace Café para a posteridade!

As motos estão por todos os lados na cidade e eu lá me fui arriscando a levar com uma multa nos olhos por fotografar de cima da minha!

Havia coisas que eu queria ver na cidade que ainda não tinha visto! Há sempre afinal! Como a Westminster Cathedarl! Porque da Westminster Abbey não falta assunto é famosa pelos eventos reais que lá se realizam, é anglicana e faz uma diferença de 9 séculos em relação à Catedral, que é católica e bem mais recente. A Abadia é do séc. XI para a Catedral do séc. XX.

O edifício é muito bonito, todo em tijolo vermelho no exterior e, no interior, cheia de mosaicos impressionantes. Estava a realizar-se um casamento e não era permitido andar muito pelo interior, por isso limitei-me a dar uma volta lá por dentro…

Impressionante!

Tentei tomar atenção à celebração, acho sempre piada ouvir as mesmas orações em línguas diferentes! Eram em tudo iguais às nossas!

As capelas laterais dedicadas a diversos santos são tão impressionantes quanto a nave principal!

Havia ali um parvo qualquer que chamava a atenção de todos os que entravam para não se aproximarem da frente da igreja por causa do casamento, claro que para estar à porta a ser indelicado com quem entrava, não podia andar atrás de quem passeava, por isso deve ter tido vários ataques do coração a cada vez que eu ia mais um pouco até à frente! Mas quando as pessoas são estúpidas comigo eu tendo a ser um bocado indiferente às suas ideias… sorry!

Em frente fica uma construção imensa em vidro, um centro comercial que, não sendo nem fechado nem ao ar livre, proporciona perspectivas interessantes da sua arquitectura de vidro. Curiosamente não é permitido fumar ali, embora não seja um espaço fechado.

A bem dizer o Reino Unido anda a tomar medidas drástica contra o tabaco, já que está a tratar de legislar a proibição de fumar mesmo dentro de automóveis particulares! Um dia não se poderá fumar nem dentro da própria casa…

E fui passear para o centro, onde tudo se passa e onde está tudo o que um turista quer ver! Olhando de longe por cima da multidão e da trapalhada, podia-se ver logo um pouco de tudo!

As voltas que eu dei até conseguir parar a moto sem transgredir nada! Nessa procura de um lugar passei por uma moto de emergência médica. O homem ficou a olhar para mim e eu voltei a temer levar com uma multa por o estar a fotografar de cima da minha moto, mas ele não veria a minha matrícula e estava demasiado ocupado para me registar… digo eu! Eu simplesmente não podia ficar indiferente, ainda por cima a moto era uma Pan European prima da minha! Linda!

E lá estava, agora sim, a Westminster Abbey, a famosa!

“A Westminster Abbey é aquela construção que é quase uma personagem na história do Reino! Ali se coroam, se casam, se enterram os monarcas! Pertinho do parlamento e do famoso Big Ben, é um apontamento de história antiga que se visita com todo o respeito. Andei por ali como quem passeia por uma imagem de televisão ou um postal ilustrado, não fossem as muitas pessoas que perturbavam o clima cénico do espaço. A construção é gótica, do séc. XI, e está cheia de túmulos! A quantidade de gente que ali está enterrada enchia um cemitério convencional. Quando me questionarem como não me incomoda passear num cemitério, eu perguntarei como não incomoda passear numa catedral medieval cheia de túmulos? Não se pode fotografar lá dentro, mas eu roubei uma ou duas fotos… apenas para registar o momento! A catedral é linda e é como um grande livro de história, que se conta a cada passo que se dá pelo seu interior…”

(in Passeando pela vida – a página)

A gente leva o áudio-guia e vai catando por ali, no meio de uma multidão de turistas, sem poder apreciar cada recanto como seria desejado… uma pena!

Ao menos nos claustros ninguém nos impede de fotografar e, claro, não faltam turistas frenéticos a tentar subir nos parapeitos e nos muros para tirar fotos, como se estar no chão não fosse coisa boa para a foto…

À saída ainda roubei uma foto do Trono de Eduardo, o Confessor. King Edward’s Chair, o trono onde todos os reis britânicos são coroados desde o séc. XII.

É sempre estranho passar-se por cima do tumulo de uma grande personalidade, como Winston Churchill, para se entrar e sair de um local…

Na fachada de uma catedral gótica é comum encontrarem-se figuras, como na catedral de Notre Dame de Paris com a sua Galeria dos Reis. Ali as figuras representam os mártires do século XX, aos quais se juntam a Verdade, a Justiça, o Perdão e a Paz, em formas humanas, uma simbologia que pretende abarcar todos mártires que continuam a existir a todo o momento, pelo mundo fora

“Eu estive tanto tempo dentro da Westminster Abbey, ouvi todas as histórias e explicações do áudio-guia, fui e voltei, “roubei” alguma fotos e deliciei-me! Quando saí era já dos últimos visitantes e as pessoas saiam diretas para o portão que se fecharia a seguir, mas eu queria ver mais um pormenor ali ao lado. Junto do muro, no chão, no pátio que se forma aos pés da catedral, uma discreta mas lindíssima homenagem a quem morreu inocente, vítima de opressão, violência e guerra… Muitas pessoas passaram sem ver e tentavam fotografar através das grades da parte de fora do muro. Há pormenores que me prendem a atenção, mais que alguns grandes monumentos…”

(in Passeando pela vida – a página)

O céu continuava lindo cá fora e as perspectivas da fachada da catedral ficavam deslumbrantes em contraste com o céu azul! Eu tinha de aproveitar aquela luz e cor para ver a redondeza!

Que lindo dia para passear e para desenhar! Eu tinha de ir ver as coisas do outro lado do Tamisa e, quem sabe, tentar desenhar um pouco, se não estivesse tudo cheio de turistas!

Londres é linda com sol!

O Big Ben é impressionante! Foi construído no séc. XIX em estilo neogótico e foi baptizado com o apelido do ministro das obras publicas que ordenou a sua construção! Curioso, se fosse baptizado com o nome do homem chamar-se-ia Benjamin, como levou a alcunha ficou Big Ben até hoje! eheheheh

E lá estava ele em contraluz, visto do outro lado, mesmo por cima da ponte!

Curiosamente a torre tem vindo a inclinar com o tempo, sendo hoje de meio metro no topo em relação à base. Parece que não é nada de preocupante nem nada que a faça vir a ficar parecida com a torre de Piza, mas como se desconhece a razão, há que investigar, não vá ela aumentar o ritmo de inclinação que já leva e que é, segundo dizem, de quase 1 milímetro por ano.

Fui atravessando a Westminster Bridge e olhando para o perfil do parlamento magnífico! O sol e as nuvens criam enquadramentos verdadeiramente dramáticos e impressionantes!

Do outro lado, ao longe o London Eye, que não visitaria, afinal já lá estivera da última viagem ao país!

E são momentos mágicos como este que me fazem sentir uma privilegiada por vezes, quando o mundo em meu redor se silencia por completo e eu me deslumbro com um cenário de paraíso, como se ele fosse criado para mim e ninguém mais existisse para além dele e eu!

Peguei no meu livrinho panorâmico e desenhei…

A tinta-da-china era a técnica que mais me inspirava para captar aquele contraluz espantoso, que recortava o edifício do palácio de Westminster contra um céu luminoso e fantástico! O problema era só que ela demora um bocado a secar e havia gente demais perto de mim. Peguei no outro livrinho e desenhei de novo mas num enquadramento mais próximo! Escrevia eu no meu Facebook:

“Desta vez eu passeei tão calmamente por Londres que me fartei de desenhar, mas os desenhos em silhueta foram os que mais gostei de fazer, as nuvens inspiradoras provocavam este tipo de enquadramentos, quer na máquina fotográfica quer nos meus livrinhos. Encostava-me ao muro na berma do Tamisa, pousava nele o meu livrinho de folhas demasiado longas para me permitir desenhar decentemente em cima dos joelhos e, com a caneta e o pincel, o perfil do parlamento e do Big Ben aparecia tão facilmente, que apetecia fazer uma dúzia de pinturinhas semelhantes, em cada perspetiva da paisagem. As pessoas aproximavam-se para ver o que eu estava a fazer, umas vezes eu afastei-me, mas outras deixei-as ver e voltei a ter clientes para comprar as minhas mini-obras! Ahahahah”

Não, não vale comparar os desenhos com as fotos que eu não sou uma máquina fotocopiadora!

E por aquela ponte a gente pode ver tudo! Desde uma fulana que tirou a roupa toda, ficando em biquíni para uma foto com o Big Bem como fundo (claro que era gira senão não o faria, ainda por cima nem estava calor nenhum!) até casamentos, cheios de convidados, noivos e fotógrafos a tentar apanhar os melhores enquadramentos por entre o meio dos turistas aos milhares!

E a infinidade de fotos que eu fui tirando por ali!

Até chegar à estátua de Ricardo coração de leão!

“Junto ao Palácio de Westminster, fica a estátua de Ricardo I. Um belíssimo enquadramento para o rei tão querido e lembrado, tanto no Reino como na França, onde viveu a maior parte do tempo em que estava quieto e não andava em batalha. Um herói eternamente respeitado, que mesmo antes de ser rei, era já conhecido e respeitado como Ricardo Coração de leão, o título que o identifica na escultura equestre. As casas do Parlamento servem-lhe de cenário e as grades de protecção, que têm todo o ar de provisórias, mas estão ali em serviço perante, para ordenar as longas filas de visita ao edifício, não deixam ninguém aproximar-se da estátua, uma pena para quem a quer ver de perto, uma sorte para quem a quer ver sem ninguém por perto.”

(in Passeando pela vida – a página)

O palácio estava fechado… terá de ficar para uma próxima visita à cidade!

Aquilo parece uma igreja! Na realidade aquele palácio é um dos parlamentos mais míticos, maiores e mais espantosos do planeta! Por isso eu terei de lá voltar para o ver por dentro!

Dizem que tem 1.000 salas e 100 escadarias! Ui! O estilo gótico dá-lhe aquele ar de catedral impressionante, foi reconstruído, ou construído, dado que o anterior fora destruído pelo fogo e este foi feito de raiz, no séc. XIX, mas a sua fama e importância faz parecer que sempre existiu!

Não resisti a desmontar da moto rapidamente, enquanto esperava que as pessoas passassem na passadeira e tirar uma foto à minha Ninfa com o coração de Londres como fundo!

E fui passear por aquela que é uma das maiores cidades da Europa! A 3ª, dizem!

Há muito que a London bridge deixou de me impressionar, desde que a vi pela primeira vez e percebi o quanto ela fica aquém do que as imagens me transmitiam!

Mas atravessa-la é sempre uma sensação única. Até porque não há outra igual!

E estava na hora de ir até ao Ace Café, onde eu começara o dia e onde o acabaria!

Mas não foi lá que jantamos. O simpático casal Jose Garcia e a Silvia levou-me até ao Centro Galego de Londres!

Onde pude matar saudades da comidinha e da cerveja galega que é muito boa!

O movimento do restaurante/bar é bem ao estilo ibérico, nada british! Eheheh

A minha motita ficara no Ace Café, com aquela gente a questionar-se se eu a teria simplesmente abandonado ali! Quando a fui buscar não havia lá ninguém.

Os londrinos não são tão noctívagos como nós!

E fui para casa, que naquele dia ainda seria em Londres, e foi o fim do 26º dia de viagem.