36. Passeando pelos Balcãs… – De regresso ao Tirol!

28 de agosto de 2013 – continuação

Ainda teria tempo de ir mais longe um pouco. A vantagem do verão é que os dias nunca mais acabam e, embora parecesse já tarde, ainda nem 2.00 horas eram, apenas as nuvens estavam baixas, o que fazia parecer fim de tarde!

Por isso peguei na moto e fui até Füssen, uma terrinha muito bonita e famosa por ter em seus domínios vários castelos, entre eles um muito famoso!

A cidadezinha é encantadora e estava cheia de gente gira, calma e apreciadora dos encantos do local, como eu gosto!

A terra dos violinos, a maior da Baviera, com direito a castelinho seu, e basílica, e rio e tudo!
Wagner passou na cidade…

Direito a chocolates bonitos também, até apetecia provar… se eu gostasse!

Oh, e casinhas deliciosas, em cores inspiradoras!

O seu castelinho ficava logo ali acima…

Eu achei que ele deveria ser interessante por dentro… mas não me apeteceu visita-lo! Apenas o olhei cá de baixo, numa viagem grande a gente simplesmente não pode ambicionar visitar tudo!

Preferi sentar-me numa esplanada cheia de gente, com um sol inspirador a aquecer-me a alma, juntamente com um delicioso café com nome português! Sim, nesta viagem tomei diversos cafés deliciosos! Será que a Europa está, finalmente, a aprender a apreciar café de jeito?

Tudo se passava naquela praça e não apetecia sair dali!

Na outra ponta da rua que desembocava na praça, estava a minha motita estacionada, logo depois de uma fonte inspiradora, com miúdos de bronze a brincar com a água!

Logo à frente fica o castelo mais famoso do lugar: o Schloss Neuschwanstein.

Ali ao lado há outro, mas não tem o mesmo protagonismo, o Schloss Hohenschwangau. É um castelo do séc. XIX, onde viveu o Rei Ludwig II da Baviera, sim, o mesmo que construiu o Schloss Neuschwanstein!

Lá estava ele ao fundo, o Schloss Neuschwanstein por ele eu fora ali!

Uma pena não poder ir até lá acima na moto… tive de a deixar no parque junto das outras.

Não me apetecia nada subir aquilo tudo a pé até ao topo! A paisagem é bonita mas entrando nas zonas das árvores nada se vê, apenas se caminha subindo e isso não é de todo o que mais gosto de fazer!

Por isso apanhei uma tipoia e lá fui por ali acima ao som dos cascos dos cavalos!

O castelo é imponente de perto mas seguramente muito mais belo apreciado de longe!

As paisagens que o rodeiam são fascinantes e muito mais inspiradoras para um castelo do Drácula do que as do castelo de Bran!

E as perspetivas do castelo a partir dali também eram sugestivas!

Na entrada pode-se ver o enorme busto de Ludwig II, o louco que afinal trouxe tanta coisa à Baviera, entre arte e arquitetura e riqueza, embora houvesse tanto medo que ele levasse o pais à ruina quando o depuseram por insanidade e o mataram….

Pois… a fila para visitar o castelo estava para demorar mais de 2 horas, dizia a senhora da bilheteira… mas nem era preciso muitas explicações, bastava apreciar a feira de gente que se acumulava em filas infinitas junto dos torniquetes para entrar!

“Ao tempo que eu andava para visitar o Schloss Neuschwanstein! Hoje chego lá e tinha uma fila de 2 horas de espera! Valha-me Deus! A culpa toda foi das coisas lindas que fui explorando pelo caminho e que me fizeram chegar lá tão tarde! É que o Tirol sempre me “distrai” do meu caminho e não lamento nada o tempo que gastei a passear pelas suas montanhas deslumbrantes! Aquele castelo foi obra de um “louco”, Luís II da Baviera, e inspirou o castelo da Bela Adormecida da Disney. Claro que não o visitei, não iria esperar 2 horas para voltar para Innsbruck de noite com uma luz da moto fundida … vou ter de lá voltar com mais tempo um dia destes!”

Andei por ali a passear… claro que me sentia frustrada, deveria ter começado indo ali direta e no regresso ver o resto…

Claro que me vinguei e fiz uma pequena série de desenhos do exterior do castelo! “Já que não visito desenho!”

O “contraluz” dava um ar misterioso ao castelo e eu não conseguia para de brincar com isso!

E lá em baixo a planície inspiradora…

Decidi descer o monte a pé, dizem que para baixo todos os santos ajudam e depois poderia captar mais umas perspetivas da construção!

E por fim fui vê-lo lá de baixo. As vezes que eu parei a moto para o fotografar!

Atrás de mim ficava o Schloss Hohenschwangau ao longe.

E voltei para Innsbruck, por caminhos diferentes, regressando ao belo Tirol!

“O Tirol sempre me enche de espanto, com as suas montanhas extraordinárias e estradas serpenteantes e lagos quase artificialmente verdes!

Biberwier é um dos recantos encantadores daquelas montanhas, onde a gente pára um pouco para descansar o corpo e acaba por descansar também a vista e a mente, porque o mais insignificante recanto tem como paisagem a imagem do paraíso.”

Parei e fiquei ali, deslumbrada, com a máquina fotográfica na mão, consciente de que ela nunca captaria o que os meus olhos viam! Desenhei também, mas nada se aproxima do que senti!

E fui encontrar uma capela já minha conhecida!

As vezes que eu já passei por ela!

Desta vez parei a moto e fui vê-la de perto! É no mínimo original!

Tem um Cristo feiinho lá dentro mas está muita arranjadinha e é muito bonita!

Encostado a ela tem um banco corrido onde a gente se pode sentar e apreciar esta magnifica paisagem, com a minha Ninfa lá ao findo junto à estrada!

A forma da capela é mesmo curiosa!

E por trás tem um Santo António com o menino às costas! Ou será o São João?! São Francisco, não?

E fui para casa que naquele dia ainda seria em Innsbruk, mais propriamente me Gries, no meu hotelzinho tão mimi, onde me trataram como uma princesa, com direito a jantar caprichado e uma cervejola de litro (parecia pelo menos).

E foi o fim do 30º dia de viagem…

35. Passeando pelos Balcãs… – Um pequeno passeio até à Baviera!

27 de agosto de 2013

Innsbruck era uma cidade que despertava em mim todo o tipo de sentimentos!

A cada vez que a visitei, grandes temporais me acompanharam, chuva, vento, frio e visibilidade nula! Parece que tudo conspirou sempre para me ocultar os encantos de uma bela cidade, que se foi tornando misteriosa pelo clima que a envolvia!

E de manhã… lá estava tudo molhado e a chuvinha do costume à minha espera para me dar uma molha!

Apreciei com calma o hotelzinho tão bonitinho e simpático, e um pequeno-almoço monumental, como eu gosto!

Quando chove eu fico sempre sem saber muito bem o que fazer! Claro que posso sair e passear, a chuva nunca me assustou ou perturbou a condução, mas não posso fotografar!

Decidi dar uma voltinha por ali perto e depois ir para a cidade passar o resto do dia. Não valeria a pena andar de um lado para o outro com o céu tão baixo e tão húmido que nada deixava apreciar. Assim visitaria a cidade em pormenor, veria museus, exposições e tudo o que implicasse andar protegida da chuva e do frio, e pronto!

Eu estava na montanha a vinte e poucos quilómetros de Innsbruck, por isso não havia mau tempo que me impedisse de ver um pouco do sítio onde estava, que aquilo é bonito! Afinal é o Tirol! Por ali todos os hotéis dão as boas vindas aos motociclistas, incluindo o meu! Lindo!

Pus a máquina fotográfica ao bolso e subi a montanha. Logo ali acima ficava uma terra com um nome muito giro! Como eu não sei alemão pus-me a tentar traduções: “Alto da Peida”, ou “Alta Peida”

Escrevia eu no meu Face naquele dia: “Ontem cheguei aqui, perto de Innsbruck, de noite! Sem uma luz na moto, debaixo de chuva, por uma estrada que brilhava de água e serpenteava pelo monte acima, foi uma aventura! Hoje de manhã ainda chovia um pouco, mas fui “reconhecer” o local onde estou e descobri que estou perto de uma terrinha com um nome giríssimo! Como não sei alemão leio Alto da Peida! Eheheheh”

Mas a verdade é que por ali tudo é lindo, mesmo com chuva e nuvens baixas! Tive de arriscar e pôr de novo a maquina ao peito para ir captando todos os encantos possíveis!

Mesmo ao lado da estrada o riacho mais fofo! Estava a ver quando passava a Heidi por ali a correr!

E desci até Innsbruck, antes que a chuva e a humidade dessem cado da minha máquina fotográfica!

Lá estava ela como eu a conheci sempre: cheia de chuva!

“Rai’s-parta isto! Vou ter de cá voltar tantas vezes quantas as necessárias até apanhar um pouco de sol?”

Mas a cidade é sempre encantadora, mesmo cheia de chuva!

A Herzog-Friedrich-Straße, é o centro cidade antiga onde ficam construções muito bonitas, algumas autenticamente bordadas a cor e relevo, como a Helblinghaus!

E como o tempo estava uma bosta fui-me enfiar na casa dos licores! Que coisa linda, para além de saborosa!

Sim, aquilo bebe-se tudo!

Por esta altura eu já mudara de botas pois as outras tinham as solas gastas e metiam água!

E a dada altura lá estava a catedral da cidade, a Dom zu St Jakob do séc. XVIII! O barroco não é o estilo que eu mais aprecio, mas um magnífico teto pintado nunca me deixa indiferente e aquele é de me pôr definitivamente de nariz no ar! Não é por acaso que aquela catedral é um dos mais extraordinários e importantes edifícios de todo o Tirol!

Se por fora a igreja não é nada de especial, apenas mais uma construção barroca, por dentro os tetos são deslumbrantes!

Nem sei quanto tempo fiquei ali a olhar “para o balão”!

Quando finalmente saí o tempo parecia querer melhorar a qualquer momento! Que bom!

Voltei à Herzog-Friedrich-Straße, onde toda a gente começava a acreditar que o sol viria!

Eu acho que já vi esta fulana mais o seu cãozinho noutras cidades da Europa! Ou teria sido ali mesmo?

E subi à torre do relógio! Eu tinha de ver aquilo tudo lá de cima!

Que pena eu tive de não ver os Alpes dali, como seria suposto, não fossem as nuvens baixas…

Fui tratar de comer. Tinha de decidir o que fazer, porque afinal o sol viera e eu podia dar uma volta pela redondeza em vez de ficar ali todo o dia!

Decidi passear, fui buscar a moto, que ficara na margem do rio Inn, aquele que dá o nome à cidade e que tem uma paisagem muito bonita do outro lado, mas que nada se via, apenas as casinhas giras e coloridas!

A Alemanha é ali ao lado e foi para lá que fui passear, havia umas terrinhas que eu tinha muita curiosidade de visitar por ali.

No caminho da fronteira encontrei uma Motorrad Classica! Coisa fota!

Parei a minha motita na berma da estrada e fiquei ali no paleio com uns senhores que me fizeram uma festa! A assombração foi total quando me perguntaram de onde eu vinha e eu nem sabia responder: “Me? I’m coming from everywhere!” brinquei, então fiz uma rápida lista de onde eu vinha enquanto eles contavam pelos dedos os 17 países que eu acabava de visitar.

Tão engraçadas as suas expressões!
E segui para o 18º país da viagem: a Alemanha!

Mittenwald fica logo a seguir!

Eu sei que Garmich-Partenkirchen é muito mais conhecida pelas suas casas pintadas, mas Mittenwald, que pertence ao seu distrito, despertou-me muito o interesse e foi a ela que eu dediquei mais tempo e atenção! E foi a decisão certa pois é mais encantadora!

A cidadezinha é um encanto, com casinhas pequenas, jardins e flores em todos os caminhos e as pinturas em todas as fachadas!

Os pormenores das pinturas são espantosos! Não são nada obra de amadores ou simples habilidosos! Quem pinta daquela maneira sabe o que faz!

Perdi-me por ali em milhões de fotos!

As ruas estavam cheias de gente, mas num ambiente calmo, nada que se parecesse com o clima frenético dos turistas ruidosos!

E eu sentia-me a passear pelas folhas de um livro de histórias de encantar!

Ao fundo a igreja despertou a minha atenção, se se pintam as casas por fora daquela maneira, como se pintará a igreja por dentro? Claro que fui ver!

Aquele teto era um pequeno deslumbramento!

Não sei o tempo que fiquei por ali a passear, mas lá decidi ir visitar Garmich-Partenkirchen, que também fazia parte dos meus planos.

Aquelas ruínhas eram deliciosas, não pude impedir-me de passear mais um pouco com a moto por elas… pronto, ok, eu sei que é interdito ao trânsito, mas eu queria mostrar aquela beleza à minha Ninfa!

A paisagem envolvente é apenas a imagem do paraíso, mesmo com as nuvens a tapar boa parte dos seus encantos!

E chega-se a Garmisch-Partenkirchen que deve o seu nome à junção de duas cidades antigas Garmisch e Partenkirchen, hoje permanece uma cidade cheia de encanto, com as suas casas pintadas como telas de museu em cenas que contam histórias desde contos locais até cenas religiosas, de uma forma extraordinária!

Frequentemente existem inscrições, dizem que elas contam a origem da casa ou a sua função, eu não conseguiria ler para entender! Mas encantei-me com muitas delas, espreitei pelas suas portas e quis entrar. Tudo parece lindo por ali, numa zona de montanha e neve a desportos de inverno.

Tudo parece lindo por ali, numa zona de montanha e neve a desportos de inverno.

Gostava de poder estar lá em época de Natal e apreciar a atmosfera que aquele ambiente deverá proporcionar por esses dias…

Eu sei que por ali tudo é lindo, por isso estava na hora de seguir mais um pouco para outra localidade encantadora!

(continua)

34. Passeando pelos Balcãs… – Uma corrida entre Budapeste e Innsbruck!

26 de agosto de 2013

Budapeste é, na realidade, a junção de 3 cidades: Buda e Obuda na margem direita do rio Danúbio, com Peste, do lado esquerdo.

A passagem por Budapeste era por um lado necessária, tinha de passar por algum lado para voltar para casa, e por outro, desejada! Eu queria muito voltar àquela cidade para visitar e desenhar o parlamento…

Lá percebi que não fizera bem as contas, teria precisado de ficar mais tempo para o conseguir visitar por dentro…

Atravessei a Ponte da Liberdade ou Szabadság híd, que eu desenhei há uns anos e não tinha mais a certeza de como ela era! Na realidade esta minha dúvida devia-se ao facto desta ponte, embora seja de metálica, imita uma ponte de correntes, o que me fez pensar que estava doida ao desenhar a ponte de correntes com aqueles pináculos no topo! Ao atravessa-la reconheci logo a ponte bizarra do meu desenho! É o que dá fazer muitos desenhos no mesmo sítio!

A ponte das correntes fica logo à frente! Sim, andei de um lado para o outro do Danúbio!

A Ponte Széchenyi Lánchíd é uma ponte pênsil, é um ex-libris da cidade e que liga Buda a Peste!

Esta ponte sempre me fascinou e já a desenhei vezes sem conta, daí a confusão com a Szabadság híd, pois os seus desenhos aparecem baralhados uns com os outros nos meus livrinhos!

São ambas do séc. XIX, com apenas alguns anos de distância entre elas, e são lindas, duas das 10 pontes da cidade!

E fui direitinha ao parlamento… aquele edifício é um espanto, mas por dentro é de cortar a respiração! Fui a Budapeste com a finalidade de o visitar… mas correu mal! Estava tudo em obras e a fila para entrar para a visita só era largamente ultrapassada pela fila para comprar os bilhetes!

Valha-me Deus… e eu que tinha uma longa viagem para fazer até à Áustria, de mais de 700km devia ficar ali mais de 1 hora à espera para entrar e demorar depois outra hora na visita? Não sabia o que fazer, fiquei na fila, ao menos “enquanto penso e decido não preciso deixar crescer a fila até ao infinito”!

O que raio se estava a passar na cidade que nunca a vi tão cheia de gente nem tanta fila para visitar o monumento?!

Ele lindo é, um dos mais belos edifícios legislativos e o segundo maior parlamento da Europa, com 700 salas e gabinetes! (porque o maior, passei por ele dias antes em Bucareste!)

Tive de desistir da ideia de o visitar naquele dia… eu não iria ficar ali por horas, no meio de toda a multidão, à espera da visita, ficar sem tempo para dar uma volta pela cidade e depois correr como uma louca até Innsbruck, de noite e sem luz!

Então resignei-me a ir ver o edifício da outra margem do rio, passear calmamente, desenhar e partir depois!

Vi o Palácio Real Húngaro pelas traseiras… Lá em cima, no topo da colina do lado de Buda, sobranceira à cidade, fica o castelo, que é mais um palácio, onde viveram os reis da Hungria.

É de origem medieval, foi remodelado, acrescentado, destruído e reconstruido pela história fora, apresentando hoje aquele ar imponente que nos prende a atenção.

O movimento era tanto que percebi que teria de deixar a moto no fim-do-mundo e caminhar até lá acima… puxa, também não me apeteceu!

Ainda passei na catedral, mas havia por ali uma infinidade de camionetas de turismo e povo aos magotes por todos os lados…

Desisti…

Fui até à margem do rio, o Danúbio que é mais verde do que azul!

Estava lindo naquele dia, sem ninguém por perto. Acho que a multidão estava toda junto dos monumentos, ali só estava eu! Que bom! Finalmente algo da cidade totalmente por minha conta!

E eu desenhei!

Era uma das coisas que eu queria fazer ali, desenhar o Parlamento, se desse tempo depois de o visitar, como não o visitei a ele e a nenhum monumento, perdi-me em desenhos por ali!

O raio do edifício é mesmo bonito e imponente!

Depois fui passeando até junto da Ponte Széchenyi Lánchíd! Parei debaixo dela, o único sítio onde eu podia estar a sós a aprecia-la, pois é uma rua cheia de movimento e os turistas não vão muito para ali e fiquei a olhar… fotografei, desenhei e nada mais fiz do que encher a minha memória de recordações, as passadas, de quando lá fui, e as futuras, que ficaram depois deste momento. A próxima vez vou dar-me todo o tempo por ali para ver e viver tudo com mais calma… tem de ser!

Perdi-me no tempo por ali e quando parti percebi que já iria chegar tarde ao meu destino! Este tarde queria dizer de noite e eu com uma luz da moto fundida….

Eu tinha a vinheta para as autoestradas, um papelito que me custara 7€ na noite anterior, por isso fui fazer uma corridinha!

E ao entrar na Áustria, por via das dúvidas comprei também a vinheta! Não haveria muitas condições para andar em passeio demorado, o tempo ameaçava chuva e tudo!

Por isso, mais uma corrida, mais uma viagem!

O meu destino era Innsbruck mas não resisti em atravessar Viena! Não pelo seu lado mais grandioso e sim pelas ruelas de grande comércio. Afinal eu tinha de comer!

Mas conduzir por Viena é o desespero, sobretudo para quem já conduziu em Istambul, onde tudo é permitido! Em Viena a ordem é absoluta, tudo anda devagar e ordeiramente! Mas a verdade é que apenas na travessia da cidade cruzei com 2 acidentes graves! Bolas o melhor é seguir caminho que é mais perigoso conduzir aqui que no transito caótico e aparentemente desorganizado de Istambul!

E foi a luta total!

Começou descendo a temperatura, como sempre acontece quando vou para Innsbruuck! Depois, também como de costume, desatou a chover! E para terminar, anoiteceu!

Eu não via nada, as estradas brilhavam com tudo e com nada, a minha luz não era suficiente e eu tinha de reduzir a cada curva para ter a certeza de que ia na trajetória correta, cada vez que apanhava um caro em sentido contrario e a rua parecia um espelho!

A distância em vez de diminuir parecia que aumentava a todo o momento e, só quando cheguei a Innsbruck é que me lembrei que a minha dormida era na montanha!

“Pronto, ok, o pesadelo não só não acabou como ainda vai piorar!”

Comecei a subir e só via luzes acima de mim, um espelho debaixo da moto e uma diluvio a lavar todo!

A cada pequeno aglomerado de luzinhas eu suspirava para que fosse ali o meu hotel… mas nunca era, faltava sempre uma série de quilómetros!

E se ao chegar ao destino não houvesse nada à minha espera? E se eu tivesse de andar de um lado para outro à procura da casa e ela não aparecesse? Como faria, de noite, cheia de frio e a molhar-me?

Mas depois de uma longa distancia sem qualquer luz apareceu uma localidade e, logo à entrada, um hotel lindíssimo, cheio de luzinhas como se já fosse Natal, “oh, quem dera que fosse aquele mesmo, tão lindo!”… e era mesmo!

Que bom que era lindo pois eu iria ficar ali 2 noites!

Fui recebida com muita simpatia, um quarto quente, porque ali o frio começa bem cedo, e um jantar feito na hora para mim!

Afinal o paraíso existe sempre, depois do inferno!

E foi o fim do 29º dia de viagem…

33. Passeando pelos Balcãs… – Transfăgărășan – a estrada mais famosa do mundo!

25 de agosto de 2013

E tinha de me despedir de Bucareste e da Roménia, ainda que me apetecesse tanto lá ficar mais uma infinidade de tempo, ainda que houvesse tanta coisa que eu queria ver… Parti cheia de nostalgia e com a promessa a mim mesma de que voltaria com muito tempo para ver tudo o que pudesse!

Eu iria para tão longe naquele dia… É sempre assim, vou com toda a calma do mundo e volto em grandes “passadas”, longas estiradas! Ali eu iria de Bucareste até Budapeste, duas capitais com nomes parecidos em países vizinhos, que distaram entre si, para mim, cerca 1000 quilómetros.

Dei mais uma voltinha de moto pelas avenidas da capital em tom de despedida e fui visitar a igreja da Ascensão Princesa Balasa que é o mesmo que dizer Biserica Domnita Balasa

A Printesa Balasa, a princesa triste que diz a história sofreu muito e fez grandes coisas, está lá no jardim numa estátua em mármore de Carrara e o seu túmulo está no interior da igreja do séc. XVIII em estilo neorromânico! Eu tinha de ir ver por dentro, claro!

Aquelas igrejas sempre farão um grande efeito sobre mim, de tão diferentes que são das nossas!

Os interiores pintados são fantásticos!

Segui na direção de Sibiu, sabendo que iria passar pela estrada mais famosa do mundo no entretanto!

As paisagens continuavam a ser lindas e inspiradoras! Parece que para qualquer lado que eu me dirigisse nada mudaria, seria sempre tudo lindo!

As capelinhas na berma das estradas eram encantadoras, em ambientes deliciosos! Apetecia parar junto de todas para fazer fotos!

Quando dei por mim estava a precisar de gasolina e, como em todo o lado por onde andei por aquele país, não tardou a aparecer uma estação de serviço com multibanco e tudo para eu abastecer! Nem dava para stressar, há gasolina e multibanco por todo o lado e pronto!

Abasteci, 26 litros, depósito cheio, e fui pagar…

O multibanco “elétron” não pagou! Puxei do visa que uso sempre… não pagou! Valha-me Deus, eu já pagara tanta coisa com aquele cartão naquela viagem e de repente ele não dava sinal de vida?? Puxei do 2º visa, aquele que só uso em ultimo recurso, que isto de andar por países desconhecidos a toda a hora requer cuidados destes, sempre uma possibilidade de ultimo recurso… mas não pagou também!

Fiquei desnorteada, os funcionários da estação de serviço também! Chamaram o gerente, que nada pôde fazer, não havia maneira de pôr aquilo a funcionar! Perguntei onde ficava o multibanco mais próximo. Ficava a 3km de distância em Pitesti. Estava eu a pensar como fazer para me deixarem ir buscar dinheiro vivo para pagar, quando o gerente simplesmente me disse para eu ir! Nada me pediu como garantia, apenas me disse para eu ir!

Ficaram ali os três a ver-me ir embora, com ar de quem achava que eu certamente não voltaria…

Lembrei-me de uma vez não ter comigo a carteira na hora de pagar a gasolina, cá em portugal, numa estação de serviço onde eu ia frequentemente e ter deixado como garantia o meu Mp3 que na altura era um aparelho que valia 150€….

Ali nada me pediram, apenas me deixaram ir!

Ao fim dos 3km lá estava o multibanco, levantei dinheiro sem dificuldade e voltei. Quando entrei na estação de serviço o ar de alegria foi visível nos rostos dos funcionários, agradeceram várias vezes. Acho que voltaram a acreditar na humanidade naquele momento!

Eu não iria deixar que o português fosse visto na Roménia como os romenos são vistos por cá!

Mais à frente uns quilómetros encontrei a placa que procurava, depois de umas quantas pessoas me indicarem aqui e ali que eu estava a ir no bom caminho. Gente simpática!

A Transfăgărășan é considerada uma das melhores estradas do mundo, pelas suas extraordinárias curvas e paisagens, no entanto não foi construída com fins turísticos, desportivos ou paisagísticos! Na realidade ela teve desde o início fins militares, foi construída por Nicolae Ceaușescu em apenas 4 anos, tem 90 km de curvas e sobe a mais de 2000 metros de altitude!

É muito variado no seu percurso até chegar ao ponto mais famoso, passa por gargantas, planícies, lagos e sobe sobe sobe!

Contrariamente ao que eu esperava, não estava cheia de motos, nem de condutores malucos, como acontece nos passos de montanha italianos ou franceses! Havia gente, havia movimento, mas tudo na paz, com direito a espaço e tempo para paragens estratégicas para tirar fotos e tudo!

Parei junto a uma cascata para apreciar o caminho percorrido. Havia ali vários carros parados com pessoas a apreciar o mesmo que eu. Um miúdo foi sentar-se junto da moto, visivelmente fascinado por ela. Os familiares também ficaram a olhar mas ele não tirava os olhos da moto. Percebi que os pais queriam tirar fotos ao miúdo ali, mas quando me aproximei todos se afastaram.

Disse-lhe que ficasse, que montasse na moto para a fotografia. Foi giro ver o seu ar de assombro. Agradeceram-me tanto ter deixado o miúdo montar na moto, fizeram uma festa e muitas fotos!

A estrada é linda…

Encontrei todo o tipo de bichinhos por ela acima!

Passear por um Passo de montanha é sempre o deslumbramento total, depois há estradas míticas que enchem esse passeio de significado, porque é aquela estrada e não outra, a que estamos a fazer! É o caso da Transfăgărășan, famosa pela filmagem do Top Gear, que fez dela “a estrada mais fantástica do mundo”!

Não será a mais fantástica do meu mundo pois já fiz outras tão ou mais bonitas e com curvas tão ou mais fantásticas, mas é uma estrada muito bonita e interessante de fazer, sobretudo quando estamos a subir pelo seu lado menos famoso até ao topo onde começa a sensação de que a estrada anda por todo o lado, como uma linha num bolso. Nesta subida a paisagem é verdadeiramente inspiradora e por vezes quase perdemos a noção da dimensão do que os nossos olhos abarcam, não fosse uma pequena casa aqui ou ali, para servir de bitola de medida!

E chega-se ao topo!

E lá há comidinha e gente simpática e tudo! Nada do carnaval que é em Bormio no topo da Stelvio, que parece uma peregrinação religiosa, apenas um ambiente de montanha com produtos locais à venda!

Depois de comer uns queijinhos com pão e tal, fui ver uns autocolantes da estrada, toda contente, e… não tinha mais dinheiro para pagar! Oh valha-me Deus que isto do dinheiro estava a pôr-me maluca! Então o homem, muito simpático, ofereceu-mos! Que gente boa aquela! Trouxe uns 6 autocolantes oferecidos porque não tinha dinheiro para os pagar, e isso parece a Roménia de que se fala por cá?

Então começa a parte mais famosa da estrada com placas sugestivas que dizem, segundo o tradutor do Google: “Curvas particularmente perigosas circular com velocidade reduzida”

Ora vamos lá ver se a coisa é como nas fotos!

E lá estava ela toda encarquilhada sobre si própria pelo monte abaixo!

É uma estrada larga, que permite uma condução rápida e fluida, podem circular camiões por ela, ao contraria da Stelvio em que as curvas são muito apertadas e não terá ângulo para pesados muito grandes!

O meu Patrick mostrava-me um desenho muito criativo do percurso que eu estava a fazer!

E andava por lá um camião que ocupava toda a estrada a cada curva! Aproveitei para fazer umas fotos e uns desenhos até chegar a ele!

Curiosamente não se viam quase motos nenhumas por ali! E eu só via carros!

Então, de repente passei por… um porco???

O que anda um porco cor-de-rosinha a fazer a mais de 2000 metros de altitude?

E, pela primeira vez na vida, cruzei com uma vara de porcos a “pastar”! Já vi todo o tipo de animais no monte, cabras, vacas, cavalos, burros! Mas porcos? Foi a primeira vez!

Fiquei ali a olhar para eles, todos contentes a passear pela estrada!

E foi o fim da estrada fenomenal e o início da estrada comum!

Andei por ali muito tempo a brincar, desci, subi, mais lento mais rápido e quando segui… o tempo do relógio já era pouco e o tempo meteorológico traiu-me! O céu ficou carregado quando eu andava a curtir umas estradinhas no meio das aldeias e caminhos e o diluvio ameaçou cair sobre mim!

Estava de novo a precisar de gasolina, que isto de andar numa estrada daquelas a brincar, gasta!

E foi na hora que a estação de serviço apareceu no meu caminho… porque o diluvio caiu mesmo, por mais de 2 horas de chuva muito intensa! Os senhores da bomba só me diziam para esperar, quando eu fiz menção de continuar o meu caminho! E fiquei!

Uma RT se juntou à minha Ninfa e eu tive a companhia de um polaco na minha espera por melhor tempo!

Foi um pedaço giro em que trocamos experiencias e conhecimentos, fizemos perguntas e comparamos percursos. O seu trajeto fora muito menor que o meu, mas ele estava tão maravilhado quanto eu com a Roménia, iria voltar para ver mais do país.

Com o tempo que “perdi” ali, que não foi perdido porque trocar experiencias é tão importante para mim com acrescenta-las à minha vida, não pude ir a Sibiu, e isso foi uma pena…

A minha preocupação então era o facto de ter uma luz da frente fundida! Já vi que a sina se mantem, perder uma luz em viagem! Afinal não era mania da Magnífica, a Ninfa fez o mesmo!

O problema agora é que com aquele tempo e a noite a aproximar-se eu não veria nada da estrada para seguir para a Hungria! Por isso decidi que pararia num hotelzinho de beira de estrada a qualquer momento e passaria ali a noite. Budapeste ficaria para outra vez!

Mas então uma situação se criou que me aconchegou o coração e me fez ir até Budapeste por mais de 500km de condução, grande parte noturna! Fui adotada por camionistas que me ampararam e acompanharam, iluminando o meu caminho, fazendo sinais e cumprimentando-me pela janela dos seus castelos com rodas!

A sensação de ir integrada no meio de um comboio de camiões fascinou-me e eu não tive coragem de sair e quebrar aquele ambiente tão agradável! Falei com muitos a cada paragem, comi com eles, ri e brinquei e nunca me senti nem só, nem em perigo nem às escuras! Eu adoro camiões!

E cheguei à fronteira!

Comprei a vinheta para as autoestradas, pois aquela hora eu não iria fazer nacionais, e continuei no meio de uma série de camiões que iam precisamente para Budapeste!

Cheguei à capital à 1.30h da manhã e fui recebida por um motociclista muito simpático que me ajudou a contactar com o hostel que estava fechado àquela hora!

Uma viagem alucinante e diferente de tudo que eu estou habituada! ADOREI!

E foi o fim do 28º dia de viagem

32. Passeando pelos Balcãs… – A Transilvânia e a casa do amigo Drácula!

24 de agosto de 2013 – continuação

A Transilvânia fica na zona central na Roménia e é mundialmente conhecida pelo seu habitante mais ilustre: o conde Vlad Tepes, que nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à Roménia de hoje. Ele e o seu castelo inspiraram histórias e romances e hoje vai-se à Transilvânia por causa deles!

Depois de percorrer planícies ladeadas de montanhas deslumbrantes eu sabia que me estava a aproximar do castelo e imaginava-o por ali, no meio da bruma, sobre uma colina qualquer, por entre outros montes sombrios e inspiradores!

Mas os montes estavam longe demais para os 2km que o meu Patrick anunciava! “puxa, como posso estar apenas a 2 km de Bran se os montes estão tão longe?”

Mas os cartazes começavam a aparecer, anunciando o castelo assombrado “Castelul groazei”

É sempre uma sensação curiosa, por vezes um pouco hilariante mesmo, quando estou à espera de uma coisa e encontro outra! Pelas pesquisas que fizera na internet eu percebera que o castelo de Bran não era aquela construção tenebrosa e assustadora que se pode esperar e, quando lá cheguei, percebi logo que não seria também pela sua envolvência que ele seria assustador!

Para castelo do Conde Drácula, espera-se que ele esteja numa montanha ingreme qualquer, rodeado de paisagens sombrias ou, pelo menos, de difícil acesso! Quando chegamos lá, ele está pacificamente assente numa colina baixa, rodeado de comércio e recordações e artesanato local, com gente aos magotes por todos os lados e tem-se a sensação que “qualquer folha de couve” o tapa como eu comentava ainda em viagem. Um passo ao lado e ele desaparece atrás de uma árvore ou de uma série de telhados e o terror não é nenhum, mais parece um castelo digno de um conto de fadas! Mas é um castelinho bonito e pitoresco, isso é!

O movimento e o comércio é intenso por ali, lá se vai o restinho de terror que se podia ainda esperar! Eheheh

Entra-se na propriedade do castelo e os jardins são bonitos e verdes, a lembrar histórias de fadas e duendes!

E lá estava ele, talvez na única perspetiva em que é verdadeiramente imponente e assustador!

Mas foi ao entrar, para o visitar por dentro, que veio a vontade de sorrir!

O castelo é tão mimi que a sensação que eu tinha era que a qualquer momento passaria por mim tudo menos um vampiro! Uma Cinderela? Uma Rapunzel? Uma Bela adormecida? Qualquer uma, desde que fosse protagonista de uma história de encantar e nunca de uma história de terror!

O castelo é encantador, pitoresco e com passagens e balcões criativos que nos fazem percorrer todos os seus recantos! Ui a quantidade de desenhos que por ali fiz e o que eu me diverti no meio de uma multidão que o percorria permanentemente! A uns quilómetros da cidade ele é anunciado como castelo assombrado… mas na realidade deveria ser anunciado sim como um castelo assombroso!

Mas tem passagens secretas por dentro de paredes e tudo!

O castelo de Bran, apesar da sua rica história real, é conhecido pela sua história fictícia e romanceada! A sua lenda deve-se ao seu proprietário por muito tempo, o Príncipe Vlad Tepes, “o empalador”, conhecido pela sua bravura mas também pela sua crueldade para com os seus inimigos e prisioneiros, basta o apelido pelo qual era conhecido para se entender o terror que o envolvia! O castelo estava numa posição estratégica de grande controlo das rotas mercantis entre a Transilvânia e a Valáquia, mas a verdade é que, pelo menos hoje, não está no ambiente tenebroso que se espera!

Ah, aquele poço, que eu desenhei lá de cima, é tão diro! Fica no meio do pátio irregular

e está cheio de dinheiro!

Ninguém conseguia ficar indiferente a ele! Eheheh

Foi uma visita muito gira e, como o tempo estava a ficar uma bosta, deixei-me estar por ali a desenhar por horas!

E lá estava ele, imponente e assustador, por uns minutos, pois sai-se do ângulo e ele volta a ser mimi!

Cá fora encontra-se de tudo sobre o famoso conde e seu castelo!

Aproveitei para comer qualquer coisa e fiz amizade com 2 gregos que andavam por ali de moto. Tinham estacionado as motos junto à minha e ao perceberem que aquela Pan era minha ficaram muito impressionados!

Perguntaram-me de onde eu vinha, disse-lhes que também tinha estado na Grécia e eles pensaram que eu fora até lá de ferry. Ficaram escandalizados quando contei que viera por terra e que naquele momento já fizera cerca de 13.000km!

Mais uns que me perguntaram repetidamente onde estavam os meus amigos…

“Estão em Portugal, eu vim sozinha!”

Então um deles comentou com um ar de desilusão comicamente exagerado:

“E nós a acharmos que eramos uns heróis porque viemos da Grécia até aqui sozinhos… a Grécia é já ali comparando com Portugal, e tu és uma menina sozinha!”

E lá me fui embora, que ainda queria passear um pouco por Bucareste ao entardecer!

Adeus Drácula, gostei muito da tua casa!

E o caminho voltou a ser encantador, com pontes de madeira e tudo! Que coisa gira aquele país!

Ah, as paragens de autocarro eram lindíssimas! Mais pareciam bancos de jardim com telhado e tudo!

Logo ali a seguir fica uma cidade muralhada que eu tenho de visitar um dia. Descobri-a ao passar pois fica lá no topo do monte, como eu pensava que ficava o castelo de Bran, mas não se pode ir até lá de moto e já era tarde para eu apanhar o transporte próprio para ir lá acima. Por isso tirei fotos para guardar na memória para a minha próxima visita ao local! Pelo que investiguei deve ser lindíssimo aquilo ali em cima!

Quando vou a conduzir a máquina fotográfica é, frequentemente, a minha agenda! Registo em foto o que não quero esquecer!

e voltei para Bucareste

onde há momentos em que parece que estou em Paris!

Grandiosa cidade!

Com igrejas tão lindas por fora como por dentro

E avenidas de perder de vista!

Passear à noite por Bucareste, depois de tudo o que foi dito, prometido como perigo e anunciado como calamidade, foi a serenidade total!

Lá estava o parlamento a atrair a minha atenção… vou lá voltar, é certo!

A cidade é grandiosa com o Rio Dâmbovita a completar o seu encanto e a proporcionar reflexos de beleza pelo seu percurso! Se tudo não fosse tão calmo e ordenado, diria que se assemelha a passear por Paris ou Madrid, mas o ambiente é mais sereno e não me senti envolvida pela correria do trânsito!

Tal como eu imaginava, o medo por vezes agiganta as insignificâncias e faz ver monstros onde eles não estão. Adorável cidade, quando lá voltar será para ficar o tempo suficiente para a explorar com a calma e deslumbramento que ela merece!

E voltei para casa, onde a motita dormiria mais uma noite ao relento, na berma de uma rua qualquer no centro de Bucareste, sem que nada lhe acontecesse!

E foi o fim do 27º dia de viagem!